Veja a programação completa do primeiro semestre de 2012 aqui https://laboratoriodoprocessoformativo.com/2012/01/veja-a-programacao-2012-do-laboratorio/
Veja a programação completa do primeiro semestre de 2012 aqui https://laboratoriodoprocessoformativo.com/2012/01/veja-a-programacao-2012-do-laboratorio/
A programação completa para o primeiro semestre de 2012 já está no ar.
A partir de 9 de abril: Grupo de Estudos de Biologia Molecular, com Saulo Cardoso e Regina Favre. Clique aqui para ver o programa.
A partir de 2 de maio, Pedagogia do Processo Formativo, com Johannes Freiberg e Regina Favre. Clique no aqui para ver o programa completo.
No dia 16 de junho acontecerá a degustação para Seminário de Biodiversidade Subjetiva, com Regina Favre. Clique aqui para ver a programação.
O que chamamos de corpo é uma bomba pulsátil, uma estrutura aprovada pela evolução desde os primórdios da biosfera que bombeia os ambientes, construindo-os e sendo construído por eles…
A construção de uma vida em particular, própria, nada mais é do que preservação das variações segundo as propriedades da bomba pulsátil… se desenvolvendo e se solidificando em tecidos…. em sua interação com os ambientes de que é parte. Da vida uterina às redes planetárias do nosso contemporâneo.
Crescer é solidificar camadas e mais camadas de complexificação.
Mover-se é bombear-se nos espaços, em quase infinitas modulações da estrutura em continua construção.
Este é um menu de exercícios de anatomia emocional a serem praticados e explorados ao longo dos nossos encontros:
1. Presença é um ato anatômico: anatomia da bomba pulsátil.
2. A bomba pulsátil: o dentro, o fora .
3. Bomba pulsátil, um processador ambiental.
4. Eretibilidade: a bomba pulsátil na vertical
5. A Pratica de Corpar: o corpo é um processo no tempo… ou como acompanhar o processo de produção de corpo e intervir sobre ele.
6. A embriogênese continuada: como viver as camadas e suas propriedades.
7. A produção e a diversificação tônica: dos reflexos à forma corticalizada.
8. Exercicio básico da maturação postural.
9. A experiência das formas somáticas como comportamento estruturado por tecidos ao longo de uma vida.
10. Os gestos como modulação da forma e a forma como conexão.
e mais…..
Horários: segundas-feiras das 8 às 9h30 da manhã ou quartas-feiras das 8 às 9h30 da noite. A partir de 2 de maio.
Valor: 250 reais mensais
Local: Laboratório do Processo Formativo, R. Apinajés, 1100.
Vagas: 12 pessoas por grupo.
Johannes Freiberg, educador físico (USP), rolfista avançado, terapeuta corporal formativo.
Veja as atividades programadas para o primeiro semestre de 2012, em breve, publicaremos informações detalhadas.
Fevereiro: workshop de sonhos com Regina Favre
Março: início do Grupo de Estudos de Biologia Molecular, com Saulo Cardoso e Regina Favre
Março: início do Grupo de Estudos Stanley Keleman no Brasil, com Sandra Taiar e Regina Favre
Abril: degustação para o Grupo de Exercícios Formativos, com Johannes Freiberg e Regina Favre
Maio: início do Grupo de Exercícios Formativos.
Junho: degustação para Seminário de Biodiversidade Subjetiva, com Regina Favre.
Uma amostra de como o dispositivo do Laboratório atualmente funciona… no cultivo de conceitos e língua vivos… Mostramos, em vez descrever e explicar… como cultivamos… para profissionais que enfrentam o conflito corpo-linguagem em seus trabalhos.
Regina Favre e Coletivo do Laboratório do Processo Formativo, apresentação na Jornada Reichiana do Sedes, em outubro de 2011.
Indivíduos-corpos: relativos, interdependentes e interconectados, formando camadas de tecido social instáveis onde a capacidade de manteragregação de si e conexão com as redes funcionais, em cada corpo, desempenha o papel principal.
Forma do lucro: está mais no uso que na produção, os bens estão mais ligados à circulação do que à acumulação.
Ambiente-mercado: produz principalmente serviços, estilos de vida e modos de inserção.
Capitalismo atual: com seu funcionamento em rede nos ameaça com a exclusão e não mais, diretamente, com a captura dos corpos pelo trabalho a serviço das classes dominantes, característica do capitalismo industrial.
Poder mundial: aristocracia financista e multinacional por um lado e redes de colaboração e produção livre, sobretudo, a multidão, por outro.
Perigos: perda das conexões e falsa agregação de si.
o problema está no horror à exclusão
Exclusão das redes físicas é a morte.
Exclusão das redes sociais é a miséria.
Exclusão das redes de sentido é a loucura.
Nesse ambiente-mercado totalmente midiatizado, onde vivemos hoje, o tempo todo estamos expostos
à informação que nos manipula e horroriza com as situações de exclusão:
doença, envelhecimento, isolamento, violência, miséria, desemprego, desamparo, favela, fila de hospital, etc etc etc etc etc.
No estado de apavoramento que atinge a todos, somos tomados pela vivência da desagregação somática desencadeada pela resposta reflexa do tronco cerebral.
Com o reflexo do susto, o processo somático imobiliza e suspende sua continuidade como um modo de barrar a excitação excessiva, fatal para o córtex cerebral.
Mas, ao mesmo tempo, essa mesma mídia que nos apavora, vem, aparentemente, nos socorrer…
oferecendo contornos existenciais vendáveis que prometem forma, contenção da excitação e inclusão.
São imagens de fácil assimilação que suscitam o reflexo da imitação.
Evidentemente, uma gambiarra formativa que dura um piscar de olhos…
em contínua produção de si e de mundo
pela interação de suas camadas embriogênicas
O corpo é um processo
morfogênico
autopoiético contínuo.
do micro ao macro
do nascimento à morte
situar-se na velocidade e na violência dos processos coletivos e cultivar uma potência que lhe permita manter:
Forma, funcionamento e comportamento são a mesma coisa, do micro ao macro.
O trabalho sobre os processos formativos e maturacionais de corpos e seus modos-forma de agregação e conexão requer cartografias e práticas precisas.
Sempre observando o modelo do vivo:
excitação, membrana e pulso
continuidade da embriogênese da concepção à morte
bomba pulsátil
corpo canal
peristalse
propulsão no espaço
expressão conectiva
Imagem: Anatomia Emocional, ©Stanley Keleman, Google Books
Imagem: Anatomia Emocional, ©Stanley Keleman, Google Books
Imagem: Anatomia Emocional, ©Stanley Keleman, Google Books
Imagem: Anatomia Emocional, ©Stanley Keleman, Google Books
Cada corpo é
um lugar na biosfera
um AQUI
um lugar self atravessado por ocos
geneticamente imantado
Agregação de partes
Qualidade de membrana
Permeabilidade entre as camadas
Expansão-contração
Auto-reconhecimento
Auto-agência de si
Modos de conexão
Identidade social
…conduzindo substâncias e informação de todo tipo,
bombeando, processando
e gerando ambientes,
internos e externos
sempre em conexão…
Homem sanfona: ícone kelemaniano da bomba pulsátil sustentada pela própria excitação, organizada em sua forma adulta. Veja a imagem neste link: Anatomia Emocional, ©Stanley Keleman, Google Books
um continuum formativo de modos de conexão aos ambientes
fusão
dependência
busca de reconhecimento
controle
cooperação
São necessários ambientes confiáveis e tempos formativos para o amadurecimento dos pulsos e superficies de conexão.
A conexão, em sua condição adulta, se dá pela cooperação dos corpos. Cooperar significa:
reconhecer-se apenas parte de processos maiores
agir como parte
formas imaturas se conectam aos campos corpantes
fundindo, dependendo, buscando reconhecimento, dominando…
hoje, em nossa vida visivelmente em rede,
mais do que nunca, urge a cooperação.
Buscando a voz: abrindo a garganta sufocada pelas forças da normopatia que ainda a capturam.
Normopatia é o nome das forças do mainstream.
Todos, de um modo ou de outro, nos afetamos pela sedução desse mundo aparentemente estável.
Todos os corpos e formas, ao se desencadear, já emergem do oceano formativo diretamente num mundo capitalista
regido por poderes e valores que as capturam para dentro de redes de sentido moldando-as e modelando-as.
Isso é a homogênese.
o reflexo do susto
as formas-socorro do mercado que envelopam nossa angústia
a paralisação do processo maturacional das formas de conexão
um AQUI biológico
percorrido por ocos
auto-referente
auto-agente
auto-regulado
que vai se constituindo
SUJEITO
co-corpando em campos corpantes através de modos de subjetivação que são os modos sociais de se constituir
SUJEITO
com o poder de interferir em suas próprias formas e manejá-las, dentro do presente coletivo.
A maturação conectiva e a diferença só podem ser produzidas sobre cada corpo, cada processo, cada conexão de modo paciente e artesanal observando as regras da formação biológica onde o corpo e seu cérebro, problematizando cada funcionamento, agem juntos sobre “o que é” e “como é”, e operam experimentações sobre as intensidades e amplitudes de cada forma liberando, assim, forças auto-poéticas que vão se condensando em novas formas a serem captadas, definidas em suas bordas, muscularizadas, praticadas, cuidadas e articuladas aos ambientes, internos e externos.
A biologia tal como é compreendida hoje nos ajuda a contemplar que a organização morfogênica do vivo é molecular e em contínua auto-produção, que a multidão e o vivo operam da mesma maneira, isto é, formativamente, auto-poieticamente.
O processo de produção de corpos
pode ser enxergado através de um continuum de máquinas de produção de pulsos:
pulso cósmico,
pulso vivo,
pulso genético,
pulso embriológico
membrana e pulso, intensidades e vínculos, desencadeamento de fases formativas,
ambientes assimiláveis ou excessivos,
a produção de si, a produção da diferença,
as ondas formativas, os afetos e o neuromotor…
A seleção natural opera, sempre, do molecular ao comportamento macro,
em possibilidades combinatórias quase infinitas,
o que desabsolutiza funcionamentos e relativiza a fitness
isto é, a encaixabilidade de um fluxo com outro.
Uma gramática formativa necessita estar profundamente ancorada na biologia molecular,
nas regras biológicas da produção dos tecidos e das formas, da maturação dos corpos e suas ligações,
gerando práticas cooperativas do co-corpar e de produção-sustentação de campos corpantes.
setembro 2010