Regina Favre

 

Regina Favre, setembro 2011

Regina Favre, filosófa , terapeuta, educadora, pesquisadora auto-sustentada.

Formada em Filosofia pela PUC-SP em 1965. Geração Tropicália. Participante ativa e sobrevivente da mutação social ocorrida na vida “dessas pessoas na sala de jantar”.
Primeira geração da terapia política do corpo no Brasil, desde 70. Identificou-se profundamente com a Contracultura e o Alternativo.Viveu o advento da Bioenergética, Biodinâmica e Biossíntese em Londres onde iniciou-se como terapeuta reichiana, entre 1973 e 1975, sempre em grupos independentes.

* Co-fundadora e professora do Curso Gestalt Reich, no Instituto Sedes Sapientiae em 1975 (SP).
* Participou do grupo profissional de José Ângelo Gaiarsa, entre 1975 e 1979.
* Co-fundadora, diretora e professora do Ágora Centro de Estudos Neo-Reichianos entre 1980 e 1998 (SP).
* Fundadora, diretora e professora do Centro de Educação Somática Existencial, entre 1996 e 2002 (SP).
* Em 2002 cria o Laboratório do Processo Formativo (SP) onde passa a clinicar,ensinar, pesquisar e produzir métodos e conceitos.

Desde 75, foi paciente, estudiosa, pesquisadora, professora e clínica no campo das psicoterapias corporais neo-reichianas. Em 77, inicia experiência pessoal com a Psicanálise que continua até os dias de hoje, com algumas interrupções, o que exerce uma influencia importantíssima na qualidade do seu diálogo vincular. Sob o impacto do encontro com Felix Guattari em 1980, passa a fazer a crítica do pensamento de Wilhelm Reich, compatível com o capitalismo industrial, e pesquisar o corpo em seus processos de subjetivação tais como passam a se configurar no capitalismo mundial integrado(CMI). Em 1986, encontra-se com o Pensamento Formativo de Stanley Keleman que descobre ser articulável ao pensamento de Guattari. Dedica-se, então, ao estudo e à tradução da obra de Keleman, com quem passa a se corresponder intensamente. A partir de 1992, passa a frequentar seguidamente os seminários do Center for Energetic Studies, desenvolvidos por Keleman em Berkeley, Califórnia. Daí­ cresce uma relação profissional profícua de assimilação intensa do Pensamento do Processo Formativo e sua metodologia, que dura quase 15 anos.

Em 2006, o mesmo olhar e investimento micropolítico que a levaram a encontrar no Pensamento Formativo de Keleman um instrumento para a compreensão da realidade como contínua produção, a levaram a divergir e afastar-se de sua orientação apolítica e prosseguir independente de quaisquer instituições, juntamente com alunos, colaboradores, pesquisadores e transmissores deste modo de pensar e operar. Cria, então, o Laboratório do Processo Formativo onde deseja cultivar um pensamento e uma prática do processo formativo voltados para o sentimento de ser parte nos processos de produção da biodiversidade, física e subjetiva.

O dispositivo do Laboratório permite que se enxergue  os processos da formação contínua dos corpos subjetivos e seus mundos dentro do jogo violento de forças políticas e sociais, e se desenvolvam métodos pedagógicos e clínicos corporalmente estruturados para a propiciação  da atualização continua da presença e da narrativa de si diante dos acontecimentos internos e externos. Este modo político de pensar o processo formativo honra os processos evolutivos de produção de corpo na biosfera bem como a compreensão de que a moldagem dos corpos biológicos se dá em meio aos jogos de forças sociais e históricos.

Tem escrito artigos pontuais onde particularmente discute a história das práticas e das teorias do corpo tais como as conhecemos hoje, cria intersecções com a neurociência, a biologia evolutiva e a crítica das políticas de subjetivação específicas trazidas pelo capitalismo global.

Produz continuamente vídeos nos Seminários de Biodiversidade Subjetiva onde pesquisa com os alunos o processo formativo ao vivo no ato de ler,teorizar, conversar, praticar o processo formativo, conviver e produzir em grupo, dentro de um dispositivo criado especificamente para que se possa captar, gravar, fotografar, registrar,assistir, cartografar, blogar, ao vivo e na simultaneidade, o processo de produção de corpo e cognição.

4 responses to “Regina Favre”

  1. […] do Processo Formativo SubscribeSubscribe by email Regina FavreClí­nicaLinksFormatividadeEnsinoNa MídiaContatoCopyright 2008 – Todos os direitos reservados […]

  2. […] não me assustei, tenho certeza, porque estudo, há sete anos, com a Regina Favre. Inspirada no trabalho de Stanley Keleman, esta filósofa se tornou terapeuta corporal lá pelos […]

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  4. […] FORMATIVO A filósofa e terapeuta Regina Favre conduz esse encontro que vem acontecendo uma vez por mês, num chamado da Maria Barretto. Lá, […]