Regina Favre
Filósofa, terapeuta, educadora, criadora do Laboratório do Processo Formativo, pesquisadora auto-sustentada.
* Formada em Filosofia pela PUC-SP.
* Primeira geração no campo das terapias corporais no Brasil, desde 1975.
* Viveu intensamente a Contracultura, o Movimento Alternativo e o advento da Bioenergética, Biodinâmica e Biossíntese em Londres, onde viveu e formou suas bases, entre 1973 e 1975.
* Co-fundadora e professora do Curso Gestalt Reich, no Sedes Sapientiae (SP).
* Participou do grupo profissional de José Ângelo Gaiarsa, entre 1975 e 1979.
* Co-fundadora, diretora e professora do Ágora Centro de Estudos Neo-Reichianos entre 1980 e 1998 (SP).
* Fundadora, diretora e professora do Centro de Educação Somática Existencial, entre 1996 e 2002 (SP).
* Atualmente ensina, pesquisa e produz no Laboratório do Processo Formativo (SP).
Foi estudiosa, pesquisadora, professora e clínica das psicoterapias corporais neo-reichianas desde 75, mergulhando simultaneamente na experiência analítica e conceitual com a Psicanálise.
Diverge e afasta-se gradativamente deste pensamento sob o impacto do encontro com Felix Guattari em 1980, quando passa a fazer a crítica das bases freudianas do pensamento de Willhelm Reich.
Em 1986, encontra-se com o Pensamento Formativo de Stanley Keleman que descobre ser articulável com o Pensamento Rizomático de Guattari. Essa articulação permitia compreender e influir clinicamente no processo da formação contínua dos corpos subjetivos e seus mundos. A partir de então, dedica-se ao estudo e à tradução da obra de Keleman, com quem passa a se corresponder intensamente.
A partir de 1992, passa a frequentar seguidamente os seminários do Center for Energetic Studies, mantido por Keleman em Berkeley, Califórnia. Daí se desenvolve uma relação profissional profícua de assimilação intensa do Pensamento do Processo Formativo e sua metodologia, que dura quase 15 anos.
Em 2006, o mesmo olhar e investimento político que a levaram a encontrar na dimensão darwinista do Pensamento Formativo um instrumento para a compreensão da realidade como em contínua produção, a levaram a divergir de Keleman, afastar-se de sua orientação apolítica e prosseguir totalmente independente, juntamente com alunos, colaboradores, pesquisadores e transmissores deste modo de pensar e operar.
Cria, então, o Laboratório do Processo Formativo, onde deseja cultivar um pensamento e uma prática do processo formativo voltados para o sentimento de ser parte de processos de produção de biodiversidade física e subjetiva.
Este modo político de pensar o processo formativo honra os processos da evolução bem como a compreensão de que a moldagem dos corpos biológicos se dá em meio aos jogos violentos de forças sociais.
Tem escrito artigos pontuais onde particularmente discute a história das práticas e das teorias do corpo tais como as conhecemos hoje, aprofunda intersecções com a neurociência, com a biologia evolutiva e a crítica das políticas de subjetivação específicas trazidas pelo capitalismo global.
Produz continuamente vídeos nos seminários de transmissão de Anatomia Emocional onde pesquisa com os alunos o processo formativo no ato de ler, conversar, conviver em grupo e experimentar, dentro de um dispositivo criado especificamente para que se possa apreender, na simultaneidade, o processo formativo de ambientes internos e externos.


