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	<title>Laboratório do Processo Formativo &#187; destaque</title>
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	<description>Laboratório do Processo Formativo</description>
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		<title>Presença</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Mar 2012 19:24:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Regina Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[o que penso]]></category>
		<category><![CDATA[2012]]></category>
		<category><![CDATA[artigo]]></category>
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		<category><![CDATA[processo formativo]]></category>

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		<description><![CDATA[Um diálogo formativo editado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2 style="text-align: center;"><a href="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/014.jpg" rel="shadowbox[sbpost-1741];player=img;"><img class="aligncenter size-large wp-image-1755" title="014" src="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/014-1024x768.jpg" alt="" width="620" height="465" /></a>No 3º encontro do grupo BS2: um diálogo formativo editado.</h2>
<p>Para que se possa aprofundar a organização da <span style="color: #aa0005;"><strong>presença</strong></span> é necessário aprofundar seu lugar no plano do <span style="color: #aa0005;"><strong>acontecimento</strong></span>.<br />
<span style="color: #aa0005;"><strong>Acontecimento</strong></span> é o estado de coisas em seus devires, ambientes dentro de ambientes, onde o corpo, em seu também devir, está imerso como parte do mesmo em seu ato de existir.<span style="color: #aa0005;"><strong> Acontecimento</strong></span> é o que é contemporâneo às ações de um corpo pelas quais modela o seu prosseguimento em particular.<br />
<span style="color: #aa0005;"><strong>Acontecimento</strong></span> é o fora, o dentro e o fora do fora, em sua interação e simultaneidade. O <span style="color: #aa0005;"><strong>acontecimento</strong></span> é uma configuração temporal.<br />
O <span style="color: #aa0005;"><strong>Acontecimento</strong></span> é feito de simultaneidades, muitas camadas, ecologias físicas, afetivas, sociais, antropológicas, culturais, históricas, tecnológicas, políticas, de poderes e valores&#8230; Podemos chamar o <span style="color: #aa0005;"><strong>acontecimento</strong></span> também de <span style="color: #aa0005;"><strong>campo corpante</strong></span> (<em>bodying-field</em>, expressão utilizada com grande propriedade por Stanley Keleman, autor de <a href="http://books.google.com.br/books?id=v5gQmgCP9QgC&amp;hl=pt-BR&amp;redir_esc=y" target="_blank">Anatomia Emocional</a>).</p>
<p>Cada um de nós é um <span style="color: #aa0005;"><strong>lugar</strong></span>, um <span style="color: #aa0005;"><strong>aqui</strong></span>. (consulte o nosso artigo <a title="Um corpo na multidão: do molecular ao vivido" href="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/2011/11/um-corpo-na-multidaodo-molecular-ao-vivido/" target="_blank">Um corpo na Multidão</a>).<br />
Para começar a aprofundar e organizar melhor esse <span style="color: #aa0005;"><strong>lugar</strong></span>, organize um fora, só isso. O que acontece quando você <span style="color: #aa0005;"><strong>organiza um fora</strong></span>?<br />
O dentro, o fora, o fora do fora&#8230; <span style="color: #aa0005;"><strong>como você absorve</strong></span> o fora do fora?<br />
<span style="color: #aa0005;"><strong>Como o seu fora absorve</strong></span>, transporta o efeito do fora do fora para o dentro?</p>
<p>Seu fora esboça <span style="color: #aa0005;"><strong>um certo design que é uma resposta</strong></span> a este estímulo ou afetação, a este acontecimento do fora do fora, criando a transposição do fora do fora para o dentro, ou seja, o fora organiza um certo design que é uma alteração na membrana entre o dentro e o fora do fora.<br />
<span style="color: #aa0005;"><strong>Isso se chama comportamento</strong></span>.</p>
<p>Trata-se de uma anatomia particularizada, um <span style="color: #aa0005;"><strong>design vivo</strong></span>, que em si é uma resposta, que em si é uma configuração entre o dentro e o fora do fora, uma configuração do fora que organiza as partes de um certo modo.</p>
<p><a href="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/AE9-setembro-2009-beto.jpg" rel="shadowbox[sbpost-1741];player=img;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1761" title="AE9 setembro 2009. Foto: Carlos Alberto Teixeira" src="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/AE9-setembro-2009-beto.jpg" alt="AE9 setembro 2009. Foto: Carlos Alberto Teixeira" width="700" height="464" /></a></p>
<p>Posso, por exemplo, fazer uma <span style="color: #aa0005;"><strong>experimentação com o meu fora</strong></span>.<br />
Quero afinar o meu ouvido para sintonizar melhor com esse ruído que me chega e captar melhor que melodia é esta que um martelo esta produzindo, neste momento, no andar de cima.Vou me organizar nesta forma de escuta fina como um todo. E em seguida desorganizar.<br />
Parou.<br />
Começou de novo.<br />
O que eu faço com o interior da minha cabeça? Como eu modelo a escuta ou como me modelo para escutar? É um modelar-se que a gente descobre que é muito antigo&#8230; esse modo de isolar o dentro do fora do fora&#8230; Se você tocar uma minhoca você vai ver como ela se engrossa para se proteger. Esse engrossar e voltar-se em direção a si mesmo é muito antigo e se faz à minha revelia. É uma ação reflexa, um movimento sobre si mesmo, que altera a forma do corpo. <span style="color: #aa0005;"><strong>Mas eu posso usar a minha condição de animal corticalizado para exercer uma ação sobre isso.</strong></span></p>
<p>Parou o martelo.<br />
O que eu fiz? Talvez esteja ainda com o <span style="color: #aa0005;"><strong>aqui</strong></span>, eu Regina, meio duro para me preparar para a próxima martelada.<br />
Mas eu vou afinar, intencionalmente, de novo as minhas paredes e me expor ao susto da próxima martelada. Quero ver como é. Isso me educa. Quero ver como é.</p>
<p>Capto a minha resposta. Que resposta dei à martelada? Como se desencadeou essa resposta muito antiga aqui?</p>
<p>Como é a forma do seu fora? O que se contraiu em você com estas três marteladas que acabam de irromper? Alguns podem estar sentindo um acumulo de excitação e talvez sintam nos braços, nas pernas, impulsos de sacudir para mandar embora esta irritação. A gente pode fazer a experiência de tentar descarregar com os braços e ver o que acontece.</p>
<p>O fora não é só o que a gente enxerga, são todas as paredes que envolvem as <span style="color: #aa0005;"><strong>passagens pulsáteis</strong></span>, as organizações do pulso que mantêm este pulso funcionando do fora para dentro, do dentro para fora. Até o fim do dia a gente vai passar grandes momentos sem escutar o martelo. E depois quando chegar em casa vamos perceber certas estruturas estressadas porque ficaram imobilizadas para bloquear o ruído.<br />
(V. <a title="Bomba pulsátil em Anatomia Emocional" href="http://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&amp;id=v5gQmgCP9QgC&amp;q=bomba+puls%C3%A1til#v=snippet&amp;q=bomba%20puls%C3%A1til&amp;f=false" target="_blank">Bomba pulsátil em Anatomia Emociona</a>l)</p>
<p>Tudo isso é um design construído no continuum da minha história formativa. São variações possíveis dentro da minha forma. Temos um número imenso de variações, mas são variações em cima da minha forma contemporânea ao <span style="color: #aa0005;"><strong>acontecimento</strong></span>, escultura anatômica em camadas da minha história formativa.<br />
A gente pode voltar e perceber como este <span style="color: #aa0005;"><strong>aqui</strong></span> está, não só pulsante quanto habitado por palavras, por imagens, por impulsos de ligação entre as pessoas, entre os corpos, entre os assuntos, o dia. Este <span style="color: #aa0005;"><strong>aqui</strong></span> é sempre habitado.</p>
<p>Antes de fazer uma afirmação a partir desta <span style="color: #aa0005;"><strong>configuração do aqui</strong></span> que eu estou captando, eu posso fazer um <span style="color: #aa0005;"><strong>somagrama</strong></span>. O <a href="http://books.google.com.br/books?id=hBGXuI01qXQC&amp;lpg=PA71&amp;dq=somagrama&amp;hl=pt-BR&amp;pg=PA71#v=onepage&amp;q=somagrama&amp;f=false" target="_blank">somagrama é um registro gráfico dessa superfície, destas zonas</a>. (clique no link para conferir a definição)</p>
<p><a href="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/DSCN0594.jpg" rel="shadowbox[sbpost-1741];player=img;"><img class="aligncenter" title="somagrama AE10, encontro4, abril, 2009" src="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/DSCN0594-e1332355170363.jpg" alt="somagrama AE10, encontro4, abril, 2009" width="326" height="434" /></a></p>
<p>Faça um somagrama, como exercício.</p>
<p>A gente pode experimentar fazer duas operações, agora: uma é <span style="color: #aa0005;"><strong>compartilhar</strong></span> – como é o que é &#8211; e outra é <span style="color: #aa0005;"><strong>problematizar</strong></span>.</p>
<p>Vou dar um nome para isso que a gente está fazendo: dar corpo à experiência ou <span style="color: #aa0005;"><strong>CORPAR</strong></span>.<br />
<span style="color: #aa0005;"><strong>VIVER</strong></span><br />
<span style="color: #aa0005;"><strong> INIBIR</strong></span> a continuidade do desencadeamento de formas,<br />
<span style="color: #aa0005;"><strong>DESACELERAR.</strong></span><br />
<span style="color: #aa0005;"><strong> REPETIR A FORMA SELECIONADA PELA INIBIÇÃO</strong></span><br />
<span style="color: #aa0005;"><strong> ANOTAR /POSTURAR/DESENHAR&#8230;</strong></span></p>
<p>de algum modo fixar o fluxo por um momento,</p>
<p>A gente pode começar, metodicamente: a gente já viu pelo próprio desenho que ao INIBIR a continuidade do fluxo de formas em seu desencadeamento contínuo, <span style="color: #aa0005;"><strong>faço uma borda sobre o acontecido</strong></span>.<br />
Acabamos de colocar uma borda sobre o acontecido.<br />
Como fiz o que fiz? Que acontecimento é este que está dentro desta borda? O que aconteceu? O que quero trazer de volta pra cá e representar para mim? Ou para o outro?<br />
Ao colocar uma borda, posso começar a agir sobre essa forma.</p>
<p>O destino dos corpos é prosseguir, eles nascem para desencadear formas, mas também nascem com equipamento para <span style="color: #aa0005;"><strong>moldar esta relação com o vivido</strong></span>, com o dentro, com o fora,com o fora do fora, estabilizando, agregando repertórios e formando tecidos ao longo da <span style="color: #aa0005;"><strong>jornada maturacional de cada soma</strong></span>.</p>
<p>Podemos transformar o vivido em experiência em vez de deixar o vivido apenas escorrer ou nos traumatizar. Nossa herança genética humana permite que se criem alças do vivido sobre si mesmo e se transformem algumas respostas em corpo, em formas que são muito preciosas para nossa adaptação. Isso não é luxo, é uma finura adaptativa.</p>
<p><span style="color: #aa0005;"><strong>Quanto mais eu refino a expressão da minha forma, mais finamente eu me conecto com o presente e com o acontecimento.</strong></span></p>
<p><a href="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/BS2-enc-3-set11-48.jpg" rel="shadowbox[sbpost-1741];player=img;"><img class="aligncenter size-large wp-image-1756" title="BS2 enc 3  set11-48" src="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/BS2-enc-3-set11-48-1024x683.jpg" alt="" width="620" height="413" /></a></p>
<p>Há formas que acontecem à minha revelia e formas que acontecem com a minha participação. O trauma acontece à minha revelia. Aprendizagem, com a minha participação. Esta é a diferença. O trauma se instala a partir de um reflexo do tronco cerebral. A aprendizagem se instala a partir de um trabalho cortical, neuromotor, sobre o vivido.</p>
<p>Quando habitamos a forma, a <span style="color: #aa0005;"><strong>anatomia da presença</strong></span>, temos contato com o pulso que preenche essa forma. O pulso não é só uma constatação mental. O pulso é o ritmo digital do presente captado na operação de presentificar-se.</p>
<p>A gente está sempre problematizando como construir bordas, como me mover de uma superfície para outra, como estabilizar bordas, como suportar bordas.</p>
<p><span style="color: #aa0005;"><strong>Problematizar</strong></span> permite encontrar uma adaptação mais fina para a estrutura que a gente capta no presente.<br />
A gente é capaz de se autonarrar, eu sou aquela que&#8230; Mas o funcional está em reeditar-se, sempre de maneira mais límpida, checando o encontro do corpo com as condições presentes&#8230; não é bem assim&#8230; atenção&#8230;<br />
A <span style="color: #aa0005;"><strong>clínica</strong></span> é isso, trabalhar junto para atualizar a sua forma, a sua narrativa de si e seus modos vinculares, presentificando-se e promovendo sustentação de presença no campo corpante junto com seu paciente.</p>
<p><span style="color: #aa0005;"><strong>Aluna</strong></span>: Organizar um fora criou sensação de bem estar, boa, eu organizo o dentro e parece que surge espaço para as trocas, cria buracos para acontecerem as entradas e as saídas. Quando você falou para pensar no fora do fora veio uma sensação do muito, de opressão, o corpo todo fica pequeno e contraído, tira a sensação de bem estar, o maxilar ficou rígido, querendo morder, foi difícil sair desta sensação.<br />
<span style="color: #aa0005;"><strong>Regina:</strong></span> São muitas as formas do reflexo do ataque&#8230; várias estruturas preservadas pela evolução através das quais os animais operam o ataque. O maxilar é poderoso, o masseter é o músculo mais forte do organismo, a mordida tem a força para a imobilização da fonte do perigo, o maxilar é um ancestral da mão. Antes da mão já havia maxilar. Entre os peixes, quando surge o maxilar para a preensão da caça, isso transforma os peixes que têm maxilar nos grandes poderosos dos oceanos. Antes de surgir essa articulação, os peixes só chupavam o ambiente e engoliam diretamente&#8230; não mordiam.<br />
<span style="color: #aa0005;"><strong>Aluna</strong></span>: agora, falando e fazendo ao mesmo tempo, me dá uma <span style="color: #aa0005;"><strong>sensação de presença</strong></span> muito forte.<br />
<span style="color: #aa0005;"><strong>Regina</strong></span>: Quando a gente se habita como forma, como anatomia, as camadas se apresentam, as históricas e as comportamentais. Você pode ampliar a presença do maxilar para as mãos e para os pés, para as extremidades da excitação,<br />
<span style="color: #aa0005;"><strong>Aluna</strong></span>: parece que a energia vai para fora.<br />
<span style="color: #aa0005;"><strong>Regina</strong></span>: intensificou, espalhou<br />
<span style="color: #aa0005;"><strong>Aluna</strong></span>: cria um bem estar enorme.<br />
<span style="color: #aa0005;"><strong>Regina</strong></span>: isso se chama atualização de si, aumento de potência, possibilidade de usar a si mesma de maneira mais ampla. Quanto mais você usa de si, mais você se identifica com a lógica única do seu funcionamento.</p>
<p>A invenção da <span style="color: #aa0005;"><strong>membrana</strong></span> é tudo. Membrana como regulador do pulso.<br />
A relativa separação, a regulação do pulso que bombeia o acontecimento-ambiente para dentro e para fora, um bombeamento do acontecimento sendo espremido, processado e projetados no ambiente como resposta, do micro ao macro, um concerto de partes produzindo um processamento maior. A parede corporal repete o modelo da membrana celular.</p>
<p>Estado de parede, longe, perto, misturado, denso, ameaçado, invasivo.<br />
O estado de parede nos dá de volta o sentido de imagem corporal. Por aí, posso apreender como faço o que faço&#8230; como eu faço presença? me afastando, com medo, invadindo, misturando&#8230; como eu faço? Para isso, muita atividade aqui, pouca aqui&#8230; é uma geografia mótil. Essa captação permite essa definição. O tempo todo a gente está captando o que está fazendo. É como os corpos se regulam.<br />
Podemos fazer isso mais finamente, intencionalmente. É dessa configuração do intensivo em nós que sabemos o que estamos vivendo. É de dentro da minha forma que tenho a experiência de ser quem eu sou, de fazer o que faço e como faço.</p>
<p>Pulsos, vários pulsos coexistindo, num concerto pulsátil e excitatório.<br />
Todas as células, todos os tubos transmitindo em ondas, todos os órgãos e tecidos em seus formatos presentes, num conjunto de varias frequências ao mesmo tempo, tocando a música silenciosa do acontecimento, maravilhosa, de cada organismo. Evidências zen&#8230; experiências imediatas.</p>
<h3>Consigna: Organize um fora.</h3>
<p style="text-align: center;"><a href="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/IMG_2308.jpg" rel="shadowbox[sbpost-1741];player=img;"><img class="aligncenter  wp-image-1760" title="AE10, encontro7" src="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/IMG_2308.jpg" alt="AE10, encontro7" width="560" height="420" /></a></p>
<p>Como é <span style="color: #aa0005;"><strong>organizar um fora</strong></span>? Como você faz para organizar um fora? Isso é um know how importante porque não é apenas um estado meditativo. É necessária a <span style="color: #aa0005;"><strong>lentificação</strong></span> para organizar um fora, é <span style="color: #aa0005;"><strong>uma delimitação de um aqui onde estou processando acontecimento.</strong></span><br />
Meu estado de forma contemporâneo a este acontecimento, um aqui no processo formativo mais amplo, imerso e processando um acontecimento onde sou produtor e participante.<br />
Organize um fora. Captar a forma do que a gente faz não é simples, mas é tudo para estar presente e é tudo para ter potência na presença. <span style="color: #aa0005;"><strong>Captar o que a gente faz e como a gente faz é tudo que a gente precisa para ter potência na presença</strong></span>. (diferente de observar ou ter consciência).</p>
<p>A membrana é a mediação, uma configuração entre o dentro e o fora do fora.<br />
A resposta diz respeito ao momento. Mas a resposta é o que a minha forma pode dar, é uma construção histórica que faz com que eu capte e responda segundo essa expressão.</p>
<p>E a alteração sobre isso (si) é lenta. O tempo constrói e cria uma forma dentro de uma continuidade. A gente tem um modo de fazer as coisas e ir se constituindo. A forma capta, responde e organiza uma resposta ao mesmo tempo. Não é simples só pensar isso, porque é profundamente anatômico: pensar-corpando.</p>
<p>Faça um fora. Faça o seu fora. Muito difícil a gente chegar ao fora da gente, não este fora de sentir, organize o seu fora. E quando a gente torna um pouco mais nítido muscularmente o fora, ele fica um pouco mais nítido como desenho mental. O cérebro capta melhor a forma e isso chama <span style="color: #aa0005;"><strong>propriocepção</strong></span>, é uma captação de sentido, não apenas mecânica. Porque <span style="color: #aa0005;"><strong>a forma em si tem uma inteligência</strong></span>, a inteligência do seu funcionamento. Que forma é esta? É <span style="color: #aa0005;"><strong>uma forma que tem um sentido</strong></span>, a forma da minha presença, a forma através da qual me presentifico, ela contém o meu estar vivo, a minha pulsação e <span style="color: #aa0005;"><strong>regula o tanto e o como estou em conexão com o acontecimento</strong></span>.</p>
<p><a href="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/000032.jpg" rel="shadowbox[sbpost-1741];player=img;"><img class="aligncenter size-large wp-image-1766" title="AE9, setembro 2009" src="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/000032-1024x678.jpg" alt="AE9, setembro 2009" width="620" height="410" /></a></p>
<p>Fora não é só aparência. Fora é uma contenção que mantém as paredes que sustentam os pulsos de uma certa maneira. A sinfonia dos pulsos em mim me transmite o que estou vivendo, a qualidade da experiência.<br />
Neste pulso do tórax, por exemplo, onde as paredes estão organizadas de um certo jeito, está interpretado de modo pulsátil e digital o acontecimento do fora do fora.</p>
<p>Posso não só organizar como também desorganizar a configuração do meu fora. Passo a passo. E mudar de canal.Quando você faz atualizações sobre a sua forma, você prossegue, você desencalha da forma conhecida, do design de fazer o mesmo e você introduz diferença e continuidade. A forma dá forma ao fora do fora: recorta e interpreta.</p>
<p>A elaboração da questão da presença permite que a gente administre nossas ecologias, se responsabilizando por mantê-las vivas, numa elaboração conjunta, tateando, contribuindo para a manutenção e prosseguimento. O que é estar vivo, ser parte de um ambiente?</p>
<p>Como a lentificação da sequência das nossas formas ensina para os músculos, para o sistema nervoso, para a excitação? A gente está ensinando para si mesmo como estar e constituir ambientes. Evidentemente, é com a maior facilidade que a gente é pressionado a tirar cartas da manga e resolver correndo situações e com isso a gente perde a oportunidade de ser parte do acontecimento.</p>
<p>Presença é uma questão de sintonizar músculos e sistema nervoso, se dar conta da nossa forma e com isso a gente começa a se conceber como uma anatomia única, singular, nossa, e com isso posso ter acesso a quem estou sendo, o que estou fazendo, para que não esteja à mercê das forças. Que não são apenas naturais, mas são forças fortíssimas de manipulação da nossa produção de corpo. E nesse sentido, <span style="color: #aa0005;"><strong>o que estamos fazendo é aprender que regras são essas a partir das quais o corpo se produz e que método é este que permite que eu capte como é, o que é e que eu possa atualizar mais a minha forma e a narrativa de mim a respeito do presente.</strong></span></p>
<p>Forma presença, postura ereta, são organizações anatômicas – tubos, bolsas, tubo profundo, médio e superficial, um diafragma que é o rosto que capta, que faz contato com outros rostos.<br />
Aí eu me capto intensificado, eu capto a minha forma, quem estou sendo hoje, quem estou deixando de ser, a tendência da minha forma, quem estou me tornando. Isso que me facilita produzir mais de mim, de uma maneira atual.<br />
O que me dificulta produzir mais de mim? As dificuldades que a gente está encontrando de estar aqui e agora hoje, estas dificuldades são as minhas dificuldades formativas de prosseguir, prosseguir formando mais de eu mesmo com aquilo que o corpo secreta de si para prosseguir.<br />
Confusão, excesso de atividade mental, dificuldade de conectar imagens com ações, muita informação e dificuldade de conectar estas informações de maneira própria são algumas das muitíssimas dificuldades que podemos identificar.<br />
Como faz,como seleciona, como encarna, como leva adiante uma vida singular, como suporta tanto desafio, como suporta tanta oferta de informação e sentido?<br />
Como a gente reconhece a dificuldade que a gente está tendo agora de estar presente? Como a gente reconhece isso como parte dos nossos padrões formativos?<br />
E quando a gente aprende a associar a presença finamente com uma certa organização muscular de conter a si mesmo, de conter a vida em si mesmo, a gente ganha a potência de prosseguir se sentindo parte. A grande dificuldade é atribuir à presença esta qualidade totalmente física, totalmente anatômica, totalmente real. Estar na realidade. O ambiente, quando a gente se liga nele, excita. A gente capta e isso produz um aumento de excitação. É o começo do co-corpar com o ambiente e atualizar presença.</p>
<p>Com este estado de forma, então, eu recorto, eu capto: a mim, ao ambiente, a própria forma, ao mesmo tempo captando acontecimentos internos, movimentos viscerais, senso de viscosidade que não é mecânico, em absoluto, mas é carregado de vivência, difícil de dar nome.<br />
E como aquilo que eu vivo arrasta associações&#8230; cada presente arrasta associações de imagens, de pensamentos, de projetos, de passados, de outras cenas, de linguagem. E como a linguagem afeta os corpos e os corpos atraem linguagem?<br />
Isso tudo, quando contemplamos e consideramos, nos enche de um senso de mistério&#8230;</p>
<p>Somos, em nosso design, uma <span style="color: #aa0005;"><strong>bomba pulsátil</strong></span>, uma <strong><span style="color: #aa0005;">máquina de estar no acontecimento</span></strong>, de ser parte do acontecimento, uma máquina autopoiética que se constrói com o acontecimento e com as próprias respostas ao acontecimento, uma bomba pulsátil que como as medusas, fica oca e enche, fica oca e enche, suga o ambiente e esvazia, suga o ambiente e se esvazia, do mesmo modo que o coração se enche de sangue e bombeia, enche o vazio de sangue e espreme.</p>
<p>É o vácuo que atrai o ambiente para dentro. Encher-se do ambiente, esvaziar-se, expressar-se, propulsionar-se. Nadar na excitação. Os corpos nadam na excitação do acontecimento. E a minha forma responde ao acontecimento, influi no acontecimento, recorta o acontecimento, capta o acontecimento, forma com matéria do acontecimento.<br />
Quanto mais a gente suporta se preencher de excitação do acontecimento e manejar esse estado, mais a gente exerce potência formativa.</p>
<p style="text-align: right;">Regina Favre<br />
<em>Março, 2012</em></p>
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		<title>Recortes da Biologia Molecular, com Saulo Cardoso e Regina Favre</title>
		<link>http://laboratoriodoprocessoformativo.com/2012/03/recortes-da-biologia-molecular-iluminando-a-experiencia-do-processo-formativo-com-saulo-cardoso-e-regina-favre/</link>
		<comments>http://laboratoriodoprocessoformativo.com/2012/03/recortes-da-biologia-molecular-iluminando-a-experiencia-do-processo-formativo-com-saulo-cardoso-e-regina-favre/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 01 Mar 2012 17:00:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Regina Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ouvir narrativas científicas como se fossem mitos, contemplar imagens, praticar exercícios que transportam esses conceitos para nossas vidas e aprofundar a experiência de ser parte de um processo maior batalhando para constituir uma vida ancorada na nossa realidade biológica...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/sauloregina18.jpg" rel="shadowbox[sbpost-1586];player=img;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1611" title="sauloregina18" src="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/sauloregina18.jpg" alt="" width="620" height="513" /></a></p>
<p>Contemplar, imaginar, encarnar, manejar-se&#8230;</p>
<p>Na filosofia e na prática formativa que cultivamos no Laboratório, buscamos identificações cada vez mais profundas e ancestrais com a forças e propriedades básicas do vivo&#8230; simplesmente porque isso nos coloca mais dentro da realidade&#8230; participando de um processo formativo contínuo e em rede&#8230; do molecular ao humano&#8230;</p>
<p>Não desejamos provar nada com o poder da ciência, mas oferecer alguns conceitos atuais da ciência biológica a nível molecular que reverberam no fundo da nossa experiência de estarmos vivos formando continuamente uma vida em conexão com as redes, próximas e distantes, de que somos parte&#8230;</p>
<p>Ouvir narrativas científicas como se fossem mitos, contemplar imagens, praticar exercícios formativos que transportam esses conceitos para nossas vidas e aprofundar a experiência de ser parte de um processo maior batalhando para constituir uma vida ancorada na nossa realidade biológica&#8230;</p>
<p>Isso é que vamos oferecer aqui: uma filosofia prática, uma cartografia clínica e também uma estratégia micropolítica para os tempos dos biopoderes.</p>
<p><span style="color: #aa0005;"><strong>Nossos temas:</strong></span></p>
<p>1.    <strong>Imantação</strong>: fluxo de energia, qualidades de energia, partículas, plasma , forças, luz , matéria, polaridade, atração e repulsão. A energia já aparece polarizada através de cargas elétricas isto é ela já é imantada por natureza. Apresentaremos como a energia se transforma e flui criando campos de imantação.</p>
<p>2.    <strong>Agregação</strong>: modelo atômico e modelo celular: a energia diminui seu pulso, se esfria e se agrega: mostraremos átomos de elementos mais comuns da matéria viva e as forças que promovem agregação</p>
<p>3.   <strong> A regulação energétic</strong>a: fotossíntese e respiração celular: condensador de energia: ATP. Como a energia é transferida através de elétrons para o ATP</p>
<p>4.    <strong>Mecanismos genéticos de produção de corpo</strong>: maquinaria molecular e ambientes de concentração de proteínas.</p>
<p>5.    <strong>Comunicação e indução</strong>.</p>
<p>6.    <strong>Órgãos moleculares e celulares da forma</strong>: citoesqueleto e moléculas morfo-reguladoras.</p>
<p>7.    <strong>Esculpindo o corpo</strong>: divisão, movimento e morte celulares. Exemplos do sistema nervoso .</p>
<p>8.    <strong>A metamorfose do corpo</strong>: as formas embrionárias e as camadas de tecidos.</p>
<p>Vamos trabalhar em ciclos renováveis de 8 encontros, <span style="color: #aa0005;"><strong>a partir de 9 de abril</strong></span></p>
<p><span style="color: #aa0005;"><strong>Dia</strong></span>: segundas-feiras, quinzenais, das 19.30h às 22h</p>
<p><span style="color: #aa0005;"><strong>Valor:</strong></span> 600 reais divididos em 4 cheques pré-datados de 150 reais</p>
<p><span style="color: #aa0005;"><strong>Local</strong></span>: Laboratório do Processo Formativo, R. Apinagés, 1100 cj. 507</p>
<p><span style="color: #aa0005;"><strong>Inscrições:</strong></span> 11-3864-5785 com Célia</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Veja a programação 2012</title>
		<link>http://laboratoriodoprocessoformativo.com/2012/01/veja-a-programacao-2012-do-laboratorio/</link>
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		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 19:46:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Regina Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[2012]]></category>
		<category><![CDATA[biodiversidade subjetiva]]></category>
		<category><![CDATA[processo formativo]]></category>

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		<description><![CDATA[Está no ar a nova programação do Laboratório para o primeiro semestre de 2012. Grupos de estudo, de exercício e um grupo de degustação para a nova turma do Seminário. Veja os temas, as datas, programe-se e venha estudar com Regina e colaboradores. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/MG_2805.jpg" rel="shadowbox[sbpost-1632];player=img;"><img class="aligncenter size-large wp-image-1472" title="BS2, encontro 4, novembro 2011" src="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/MG_2805-1024x683.jpg" alt="BS2, encontro 4, novembro 2011" width="620" height="413" /></a></p>
<p>A programação completa para o primeiro semestre de 2012 já está no ar.</p>
<p><strong>A partir de 9 de abril: <span style="color: #aa0005;">Grupo de Estudos de Biologia Molecular</span></strong>, com Saulo Cardoso e Regina Favre. <a title="Recortes da Biologia Molecular iluminando a experiência do processo formativo, com Saulo Cardoso e Regina Favre" href="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/2012/01/recortes-da-biologia-molecular-iluminando-a-experiencia-do-processo-formativo-com-saulo-cardoso-e-regina-favre/">Clique aqui para ver o programa</a>.</p>
<p><strong>A partir de 2 de maio, <span style="color: #aa0005;">Pedagogia do Processo Formativo</span></strong>, com Johannes Freiberg e Regina Favre. <a title="Pedagogia do Processo Formativo (exercícios)" href="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/2012/01/pedagogia-do-processo-formativo-exercicios/">Clique no aqui para ver o programa completo</a>.</p>
<p><strong>No dia 16 de junho</strong> acontecerá a <strong><span style="color: #aa0005;">degustação para Seminário de Biodiversidade Subjetiva</span></strong>, com Regina Favre. <a title="Degustação para o Seminário de Biodiversidade Subjetiva 2012" href="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/2012/01/degustacao-para-o-seminario-de-biodiversidade-subjetiva-2012/">Clique aqui para ver a programação</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Mar de palavras</title>
		<link>http://laboratoriodoprocessoformativo.com/2011/12/mar-de-palavras/</link>
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		<pubDate>Tue, 06 Dec 2011 20:01:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Regina Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[o que faço]]></category>
		<category><![CDATA[biodiversidade subjetiva]]></category>
		<category><![CDATA[linguagem]]></category>
		<category><![CDATA[regina favre]]></category>

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		<description><![CDATA[A experiência de apresentar a linguagem formativa para um grupo iniciante em seu primeiro encontro... a intenção era fazer com que as pessoas mergulhassem no mar de palavras como mergulham no mar das imagens e dos corpos dentro do dispositivo do ambiente-Laboratório]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta foi uma experiência de apresentar a <span style="color: #aa0005;"><strong>linguagem formativa</strong></span> para um grupo iniciante em seu primeiro encontro após a Degustação. Foram entregues ao grupo notas de outro grupo mais antigo, tomadas por Denise Passos e editadas por Regina&#8230; um pouco aleatoriamente&#8230;. a intenção era fazer com que as pessoas mergulhassem no <span style="color: #aa0005;"><strong>mar de palavras</strong></span> como mergulham no mar das imagens e dos corpos dentro do dispositivo do ambiente-Laboratório&#8230;a <span style="color: #aa0005;"><strong>linguagem, em seu estado atual de uso</strong></span> no Laboratório, que preexiste ao grupo&#8230; ler e ouvir a fala atual deste espaço&#8230; falada por outros grupos, outras pessoas&#8230;sem o cuidado de começar pelo começo&#8230; mas com o cuidado de não separar fala e corpo, produção de sentido e organização somática&#8230; corpos que falam, se moldam, se conectam e co-corpam com os diferentes ambientes que compõem o acontecimento do presente&#8230; já introduzindo, implacavelmente, a <span style="color: #aa0005;"><strong>experiência direta do acontecimento</strong></span> e experimentando recortar e balbuciar a linguagem filosófico-poética-cientifica que o acessa.</p>
<h3>Mar de palavras: as notas</h3>
<p style="text-align: right;"><em>Já nascemos em um mar de palavras (M.Bahktin)&#8230;<br />
</em></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #aa0005; text-decoration: underline;">1. Ambiente Formativo: </span></span></strong>Um campo se faz com ações<em>. </em>Gestos vão compondo um certo campo. Gestos imantam e ligam os corpos. As ações dão continuidade à produção de corpos. Ações são moldagens da forma. Elas viabilizam um certo acontecimento. Isso constrói corpo.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #aa0005;"><strong>2. As ações de criar presença: </strong></span></span>Quanto mais nitidamente dou corpo às ações, mais se constrói a minha forma de maneira funcional e conectiva. Isso sustenta a produção dos tecidos, das interaçôes e da forma.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #aa0005; text-decoration: underline;">3. Complexificando: estudar, praticar, cartografar experimentando com o método e o pensamento formativo no acontecimento.</span></span><br />
</strong></p>
<p>Como você se capta em suas intensidades?</p>
<p>Como a vida esta acontecendo em você?</p>
<p>Como neste silencio do grupo você vai organizando um certo estado de corpo?</p>
<p>Vamos fazer os primeiros traçados da nossa superfície no acontecimento-seminário.</p>
<p>O acontecimento é o nosso ambiente.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #aa0005;"><strong>4. O aqui é um aqui anatômico</strong></span></span></p>
<p>Organização é forma.</p>
<p><em>Stanley Keleman, Anatomia Emocional, 1ºcap &#8211; Google Books</em></p>
<p>Organizamos uma certa configuração de pressões na intensidade pulsátil que experimentamos e lemos como um certo estado de nós.</p>
<p>A partir disso é possível construir uma certa comunicação em palavras.</p>
<p>Construímos, assim, a ideia de um &#8220;aqui&#8221;, uma captação de si, completamente no presente formativo.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #aa0005; text-decoration: underline;">5.Somagrama frontal e transversal</span></span></strong></p>
<p>Começar a captar-se como bomba pulsátil.</p>
<p>Desenhar-se em esboço do vivido presente.</p>
<p>Quem e Onde bombeando dentro de ecologias</p>
<p><span style="text-decoration: underline; color: #aa0005;"><strong>6.Diferenças entre Captar e Observar</strong></span></p>
<p>Na observação eu me duplico em sujeito e objeto, na captação eu me recebo a mim mesmo.</p>
<p>Nós nos reconhecemos nas ações. Mesmo nas ações em conflito.</p>
<p>Auto-reconhecimento&#8230; capta e auto-reconhece</p>
<p>O vivo se auto-reconhece. Reconhece a si mesmo para prosseguir.</p>
<p>Esta é a base da regulagem imunológica do organismo: self/não-self</p>
<p>O vivo luta para se manter organizado e impedir ameaças de desorganização.</p>
<p>A <span style="color: #aa0005;"><strong>captação</strong></span> do ambiente se dá a partir da própria forma. É o código que o organismo reconhece para se organizar e saber como agir. Captando o ambiente interno (auto-captação) e o externo (extero-captação).</p>
<p>Formas de captação: intero, extero e próprio (cepção)&#8230; daqui pode prosseguir a produção de corpo&#8230;.</p>
<p>O perigo do não reconhecimento é o da desagregação, perda da potência e morte. O organismo luta para se manter agregado. A <span style="color: #aa0005;"><strong>potência</strong></span> se estabelece na agregação do vivo.</p>
<p>Existem níveis de excitação que o organismo não tolera.</p>
<p>Ele tem inúmeros sistemas para se proteger do excesso de excitação.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #aa0005;"><strong>7. A prática de si:</strong></span></span></p>
<p>Aprendendo com a experiência imediata.</p>
<p>O gesto acompanha a configuração da experiência, se constrói numa relação fina e direta no reconhecimento e modulação das intensidades em cada grau de excitação, antecedendo ao pensamento. O gesto molda o corpo em relação a si mesmo. Depois a palavra <strong><span style="color: #aa0005;">envelopa experiência</span>.<span style="text-decoration: underline;"><br />
</span></strong></p>
<p>O corpo presente é formado por camadas geológicas do vivido.</p>
<p>A dificuldade de tolerar níveis altos de excitação diz respeito à maturação. Quanto mais camadas, mais complexo o organismo, mais respostas ao ambiente.</p>
<p>No seminário de BS2 trabalharemos com a maturação dentro da experiência com o dispositivo do Laboratório, para que seja visível e assimilável. A gravação, a volta sobre si, a construção da linguagem, as edições do vivido em imagens vão construindo a presença: corpo e cognição. Esse é o sentido do dispositivo.</p>
<p><span style="text-decoration: underline; color: #aa0005;"><strong>8. O amadurecimento da forma</strong></span> se dá na lentidão intencional da ação, do gesto. O coordenador do grupo segura e rege as pessoas em um certo pulso. Isso permite que a estabilização se dê em um certo estado formativo. Escutar, olhar, as ações desenhadas e repetidas, ações que acompanham o pensamento, com uma certa ausculta, tudo isso buscando sustentar um certo esforço continuo de agregação. Na repetição do que funciona, estabilizamos as formas.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #aa0005;"><strong>9. O co- corpar</strong></span></span></p>
<p>Ato de fazer corpo continuamente na interação com outros corpos: fazer e perder corpo.</p>
<p>Os corpos estão em rede, interconectados e são atravessados por substancias, acontecimentos e intensidades.</p>
<p>Vivemos sistemicamente e nos construímos em múltiplos ambientes.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #aa0005;"><strong>10.O pulso</strong></span></span></p>
<p>O pulso vai e vem dentro de barreiras de intensidade, densidade e código, fronteiras que mantêm o auto-reconhecimento e a imantação, efeito da pressão interna viva pulsante.</p>
<p>O pulso expande e contrai dentro dessas fronteiras.</p>
<p>É a excitação nos corpos capazes de contê-la é que constrói uma certa presença, modulando uma performance em uma certa intensidade.</p>
<p>O corpo permite que acessemos o seu funcionamento. O pulso revela os jogos de pressões e a relação direta entre superfície e profundidade.</p>
<p>Como você vive aquilo que esta fazendo? O feedback, reverte sobre a forma, reconhecendo e regulando a própria forma.</p>
<p><em>Como você capta a vida em você? Que efeito produz em você captar-se?</em></p>
<p>Captamos o ambiente com a superfície dos sentidos. A captação pode mergulhar no organismo e gerar respostas profundas moduladas pelas superfícies musculares.</p>
<p><span style="text-decoration: underline; color: #aa0005;"><strong>11.Fazer crescer corpo</strong></span></p>
<p>Como os corpos se secretam continuamente? Ação intencional de ativação do vivo: fazemos aqui no seminário como a vida faz, no processo de fazer crescer corpo (to grow body). Este é um trabalho organísmico em camadas, dentro um processo que não é linear, prossegue em vários canais ao mesmo tempo, na simultaneidade.</p>
<p><span style="text-decoration: underline; color: #aa0005;"><strong>12.A lentificação: back up</strong></span></p>
<p>A ação se instala antes do pensamento e do sentir. A ação é a ativação da forma que já está lá estruturada. A lentificação permite captar a imagem da forma em ação.</p>
<p><span style="text-decoration: underline; color: #aa0005;"><strong>13.Ação/ gesto/ movimento: diferenciações</strong></span></p>
<p><strong><span style="color: #aa0005;">Ação</span>:</strong> Tudo é ação. O corpo está sempre fazendo algo sobre si e sobre o ambiente. Micro e macro pulsos que se moldam em ações e se finalizam com gestos. O pensamento pode acompanhar a ação e ajudar a encaminhar uma sequência de imagens criando repertórios próprios.</p>
<p><strong><span style="color: #aa0005;">Gestos</span>:</strong> Pontas expressivas da forma, terminais excitatórios que podem modular variedades de conexão com os mais diversos fluxos.</p>
<p><strong><span style="color: #aa0005;">Movimento</span>:</strong> relação entre superfície e profundidade, bombeamentos da excitação no espaço. A superfície modula certa carga excitatória que se bombeia a partir da profundidade organismica e se relaciona com o ambiente.</p>
<p><strong><span style="color: #aa0005;"> Palavras</span>: </strong>nascemos em um mar de ações, imagens e palavras. Áreas da linguagem, conexão ouvido, enervação, musculatura fina de laringe, língua, aparelho fonador, ajustam de forma fina para modular o som com sentido. Ondas de sentido que vão sendo esculpidas em palavras, palavra que vão produzindo ondas de sentido. Melodias que ativam a formação de sentido no pensamento. <em><br />
</em></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #aa0005;"><strong>14.Biodiversidade, aqui e agora</strong></span></span></p>
<p>Vivendo uma realidade somática em camadas e aprendendo linguagem.</p>
<p>Juntando mapas neurais e cartografias: sentido das ações no espaço.</p>
<p><span style="text-decoration: underline; color: #aa0005;"><strong>15.Experimentando:</strong></span></p>
<p>tempo de captação</p>
<p>dizer- se</p>
<p>trazer- se para o campo corpante</p>
<p>experimentar a presença corporificada</p>
<p>bombeando o ambiente</p>
<p>bebendo e babando o próprio ambiente&#8230;</p>
<p><span style="text-decoration: underline; color: #aa0005;"><strong>16.Somos um processador ambiental</strong>:</span></p>
<p>O tempo de processamento do material ambiental é uma sequência de pulsos que imanta certas ligações, disparando no mundo formas que buscam prosseguir, secretando tecidos que as solidificam formatados por genética e a experiência.</p>
<p><span style="text-decoration: underline; color: #aa0005;"><strong>17.A bomba pulsátil</strong></span></p>
<p>Ao nos captar, reconhecemos que estamos bombeando o ambiente em nós mesmos. Bombeamento e propulsão vão juntos.</p>
<p><span style="text-decoration: underline; color: #aa0005;"><strong>18.A ação volitiva no processo de corpar</strong></span></p>
<p>Configurando de forma intencional certo estado de superfície contendo um certo grau de excitação. Reconhecemos o que está acontecendo a partir do pulso e um certo estado na profundidade. A membrana que delimita o processo local é semiaberta.</p>
<p><span style="text-decoration: underline; color: #aa0005;"><strong>19.Exercício:</strong></span></p>
<p>Organize um fora, uma certa superfície.</p>
<p>Faça caber o pulso dentro dessa firmeza externa, caber uma sensação de pulsação.</p>
<p>Vá se guiando por essa possibilidade de abraçar uma sensação-pulsação.</p>
<p>Faça um pouco mais de firmeza, criando uma separação maior entre você e o ambiente.</p>
<p>Privatizando o pulso. Um pouco mais firme! Deixando, a seguir, essa intensidade ir se dissipando. Essa ação é feita através de micro-movimentos sobre si mesmo e não sobre o espaço.</p>
<p>Atenção nas bordas. Faça a experimentação com olhos abertos. Contato com o ambiente e com os acontecimentos locais. Circunscrevendo uma intensidade. Experimente dar ora mais firmeza, ora menos firmeza às bordas.</p>
<p>Que efeito isso tem nas intensidades?</p>
<p>Como reconheço intensidades?</p>
<p>O contato com o pulso e com a qualidade do pulso de conversar consigo recebendo algo que essa intensidade comunica, qualidades e frequências, uma informação da rede.</p>
<p>Posso novamente fazer um fora, posso fazer menos desta vez. Como me reconheço nessa intensidade?</p>
<p>Como o restante da minha forma está se comportando com essa informação local? O que minha boca está fazendo enquanto faço isso, na cabeça, no interior do tórax?</p>
<p>Como faço isso? Me desmanchando? Me largando? Me endurecendo? Modos e comos.</p>
<p>Como faço o que faço? Como me capto?</p>
<p>Este processo formativo é presente, é biológico e é histórico.</p>
<p>Vamos descansar e compartilhar a experiência.</p>
<p><span style="text-decoration: underline; color: #aa0005;"><strong>20.Membrana: diferenciação da forma</strong></span></p>
<p>A capacidade de se diferenciar criando variações na qualidade somática da presença. Quantidades e qualidades em uma experiência de si.</p>
<p>Canalizando o dentro, entradas e saídas, eclusas que vão das células ao organismo interno, do micro ao macro da experiência. Somos semi-abertos em uma qualidade pulsátil única. Nutrir muito de informação e gerar muitas diferenciações.</p>
<p>Heranças evolutivas em nós, aqui no presente. Back-up e repetição produzindo um processo seletivo sobre as afetações produzidas na imensa captação de que o organismo é capaz, de si mesmo e do ambiente.</p>
<p><span style="text-decoration: underline; color: #aa0005;"><strong>21.Forma</strong></span></p>
<p>Relação da superfície com a profundidade nas múltiplas estruturas do organismo que vão se sucedendo no tempo.</p>
<p><span style="text-decoration: underline; color: #aa0005;"><strong>22.Descrição formativa</strong></span></p>
<p>Uma certa <span style="color: #aa0005;"><strong>gramática </strong></span>das ações, dos comportamentos. <span style="color: #aa0005;"><strong>As formas são gerúndios lentos</strong>.</span> Corpo fazendo ações. Pulsos de si, a forma inteira, modulando-se no espaço.</p>
<p><span style="text-decoration: underline; color: #aa0005;"><strong>23.Vínculo e maternagem</strong></span></p>
<p>Os animais de sangue quente precisam do vínculo para prosseguir formando, maturando e complexificando. Todas as formas necessitam de ambientes para formar.</p>
<p>O vinculo é um co-corpar de uma conexão formativa. O bebê faz o ambiente materno e a mãe humaniza aquele animal humano. Um vai e vem de moldagens, de superfícies e profundidades.</p>
<p><span style="text-decoration: underline; color: #aa0005;"><strong>24. Fitness</strong></span></p>
<p>O que sobrevive ao processo de formar vida é o que melhor encaixa. As ações são ambientalizadas, gerando encaixes. Repertórios de ações entre si que geram tecidos e estabilizam comportamentos por algum tempo. Formam-se assim corpos, ambientes e territórios.</p>
<p>É totalmente circunstancial, as células vão se selecionando por fitness, o que encaixa melhor, o que da mais certo para a continuidade formativa.</p>
<p><span style="text-decoration: underline; color: #aa0005;"><strong>25.Imantação</strong></span></p>
<p>A excitação do vivo mantém as partes agregadas de uma certa forma. Contendo um certo pulso dentro de uma certa funcionalidade acontecendo que mantém as partes coesas.</p>
<p><span style="text-decoration: underline; color: #aa0005;"><strong>26.Permeabilidade</strong></span></p>
<p>Entradas e saídas. A membrana. Micro ou macro, semi-aberta, da passagem a trocas químicas, físicas, sensíveis, posturais, expressivas, de sentidos, de signos.</p>
<p><span style="text-decoration: underline; color: #aa0005;"><strong>27.Problematizar: a disfunção que sinaliza</strong></span></p>
<p>O que ensina é o disfuncional. Estamos sempre lutando contra a entropia.</p>
<p><span style="text-decoration: underline; color: #aa0005;"><strong>28. Uma forma amadurece </strong></span></p>
<p>Existe um destino genético das formas que vão se desencadeando, mas é preciso que haja condições de ambiente e tempo para a sua apropriação e maturação. A maturação do organismo diz respeito a gerar e estabilizar tecidos que dão suporte às funções. E que contenham cada vez mais e melhor a canalização da excitação. Quanto mais camadas estabilizadas com uma certa imantação mais respostas formativas.</p>
<p><span style="text-decoration: underline; color: #aa0005;"><strong>29. Exercício: </strong></span>A relação entre as camadas.<br />
Atendo à expansão e à contração. Somos uma forma viva tridimensional. A superfície depende de um grau maior ou menor de agregação molecular. O pulso mais acelerado ou mais lento conforme uma certa qualidade de superfície, mais apertada ou mais frouxa.</p>
<p>Vamos acessar uma certa sensação do fervilhar da forma, a partir das sensações de peso, temperatura e intensidades ativando a minha forma.</p>
<p>Descanso e recebo uma imagem da minha tridimensionalidade, várias sensações me dando uma referência de um <strong><span style="color: #aa0005;">aqui</span>, </strong>um processo <strong><span style="color: #aa0005;">auto</span>.<br />
</strong></p>
<p><span style="text-decoration: underline; color: #aa0005;"><strong>30. Somagrama: frontal e transversal:</strong></span></p>
<p>De uma certa maneira é intuitivo e intencional projetar graficamente o se capta no processo de auto-regulação de si. O <span style="color: #aa0005;"><strong>somagrama</strong></span> devolve uma certa experiência de si, do processador ambiental em conexão com o acontecimento. São marcos da jornada formativa dos corpos que se sucedem, sobrepõem e ajudam a pensar-se, reconhecer-se, operar-se, na produção de corpo.</p>
<h3>Mar de palavras: um exercício</h3>
<p>São muitas as palavras criadas por Keleman para envelopar sua visão formativa dos corpos e seus mundos. Pensar Keleman no contemporâneo exigiu um trabalho de inventar mais palavras e roubar palavras de outros campos de palavras adaptando-as ao nosso dispositivo formativo. Sem esta língua hiper-minoritária não conseguimos falar o que nos interessa falar. Com estas palavras é possível falar estas coisas que captamos pela experiência direta. Muitas dessas palavras e outras que não estão aqui nesta transcrição já foram usadas com esse grupo na conversa formativa desde o primeiro encontro da Degustação.</p>
<p>Vou lançando palavras durante nosso ato de viver, pensar, agir, interagir e conversar aqui no Seminário desde o inicio. O uso vai recortar esse repertório. É assim que os corpos se fazem&#8230; selecionando, na abundância recortada, do molecular à linguagem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Consignas:</p>
<p><span style="color: #aa0005;"><strong>1. queria que vocês lessem e marcassem o que vocês reconhecem como palavras que foram usadas até agora. E vocês vão fazer um círculo em cima da palavra que vocês reconhecerem.</strong></span></p>
<p><strong>Regina</strong>: Como foi achar as palavras dessa maneira?</p>
<p><strong>Gil</strong>: tem palavras marcantes e fortes e tem outras que eu não sei se ouvi aqui ou não, fiquei em dúvida.</p>
<p><a href="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/mardepalavras.jpg" rel="shadowbox[sbpost-1493];player=img;"><img class="aligncenter size-large wp-image-1514" title="mardepalavras" src="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/mardepalavras-1024x768.jpg" alt="" width="620" height="465" /></a></p>
<p><span style="color: #aa0005;"><strong>Gil:</strong></span> Campo, gestos, compondo ações, continuidade, produção, forma constrói , intensidade silêncio, ambiente, bomba pulsátil, interno externo, potência, organismo, excitação, relação, continuamente, rede, interconectados, acontecimentos, expande e contrai, excitação contida, performance, trabalho, camadas, processo, simultaneidade, lentificação, imagem gestos , repertórios, profundidade, bombeia, experiência, bebendo e babando, aquário, imanta, ligações, dispara, nós mesmos, ambiente mutável, singularização , membrana, corda, intensidades, capto, moldaram, lutando</p>
<p><span style="color: #aa0005;"><strong>Regina</strong></span>: Esse jeito de pegar as palavras é como a gente aprende uma língua. Vamos ver como as palavras nos chegam e vamos regulando sua entrada. Vamos ver como podemos ir captando e imitando as melodias de sentido com essa língua que está chegando em nós aqui. Como uma música nova que escutamos e acompanhamos&#8230;entremeando palavras, pedaços de palavras&#8230; lalalá&#8230; balbucios&#8230;.</p>
<p><strong><span style="color: #aa0005;">2.Regina: Vão repetindo&#8230;todas as vozes&#8230; uma palavra de cada vez&#8230; um por vez</span><br />
</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #aa0005;"><strong>Grupo</strong></span>:Nutrir, como , vínculo, fotografando, presença, presente, modulagem, lentidão intencional, conter, funcional, envelopando a experiência, profundidade, borda, ecologia, prosseguir, corpo , vida coletiva, acontecimento, dispositivo, self não self, repertórios, experiência viva, potência, ambiente, formativo, linguagem, agregação, excitação, propriocepção, ativa forma, feedback, maturação, envelopando, agregação , capturar, dizer-se, lentificação, organismo, um pouco mais de firmeza, carga excitatória, singularização, PULSO, produção de corpos, repetição, reconhecimento, desmanchando, prosseguir formando, biológico mas é histórico, heranças evolutivas, aquário, abraçar uma sensação, forma, sequência, encaixes, membrana, captura, partes agregadas, lutando contra a entropia, múltiplas estruturas, edições do vivido, borda, acontecendo, experiência de si, agregação, fervilhar da forma, potência e morte, dentro, somagrama, territórios, co-corpar, funcional, volitiva, complexificando, tudo é ação, navegar, acontecimento, secretando, permeabilidade, dispositivo, esforço, para o bem ou para o mal, experimentando, protoplasma, problematizar, somagrama, tempo, processador ambiental, simultaneidade, aqui, captar-se, pulso, desmanchando, propriocepção, imagens, superfície/ profundidade, rede, tubos e bolsas, compartilhar, gramática, nutrimos</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #aa0005;"><strong>3. Regina: agora vamos captar o efeito dessa ação nos ouvidos&#8230; isso se chama excitação&#8230; imantação&#8230; conexão&#8230; moldagem de si&#8230; Talvez a gente possa sentir um pouco como a gente recebeu esses sons, usando as mãos em concha em volta da região excitada. As mãos falam com o corpo. Como a gente se formata muscularmente para afinar a sintonia com essa excitação que as novas palavras produziram nos ouvidos?</strong></span></p>
<p>
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</p>
<p>
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</p>
<p>
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</p>
<p>
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</a>
</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #aa0005;"><strong>4. Regina: que palavras deste repertório novo podemos juntar com a experiência que acabamos de ter?</strong></span></p>
<p>Forma, membrana, sensação, pulsação, presentificar-se, corpar, maternar, atenção, captar, relação, rede, percepção, presença, reverberação, corporificar, borda, pêndulo, conectar, apropriar, ambiente, vivo</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #aa0005;"><strong>5. Regina: Agora vamos desenhar esta experiência. Quero que vocês desenhem um contorno da sua forma geral excitada com o registro dentro da distribuição localizada das diferentes intensidades da excitação</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/saa_somagrama.jpg" rel="shadowbox[sbpost-1493];player=img;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1530" title="Somagrama Gabriel" src="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/saa_somagrama.jpg" alt="Somagrama Gabriel" width="520" height="347" /></a></p>
<p><span style="color: #aa0005;"><strong>6. Quem sente a boca também excitada além do ouvido?</strong></span></p>
<p>
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</a>
<br />
<iframe src="http://embed.videolog.tv/v/index.php?id_video=732624&amp;width=560&amp;height=315&amp;related=&amp;hd=&amp;color1=&amp;color2=&amp;color3=&amp;slideshow=&amp;config_url=&amp;" frameborder="0" scrolling="no" width="560" height="315"></iframe></p>
<p><a href="http://www.videolog.tv/video.php?id=732624" target="_blank">Mar de Palavras</a> por <a href="http://www.videolog.tv/laboratorioformativo" target="_blank">laboratorioformativo</a> no <a href="http://www.videolog.tv" target="_blank">Videolog.tv</a>.</p>
<p style="text-align: center;"><em>&#8230; compartilhar palavras&#8230;. repetir palavras&#8230;</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>captar a forma da experiência excitatória&#8230;.</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>representar graficamente a experiência excitatória&#8230;.</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>aprender é gerar películas de organização corporal</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>para fazer isso ou aquilo&#8230;</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>e repetir&#8230;.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Cartografias da produção de corpo</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Dec 2011 23:20:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Regina Favre</dc:creator>
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		<category><![CDATA[biodiversidade subjetiva]]></category>
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		<description><![CDATA[Entenda a cartografia da produção de corpo que Regina Favre pratica no Laboratório do Processo Formativo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Entenda a cartografia da produção de corpo que Regina Favre pratica no Laboratório do Processo Formativo]]></content:encoded>
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		<title>Performance conceitual: Produção de corpo, de conhecimento e de linguagem na simultaneidade</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Nov 2011 12:17:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Regina Favre</dc:creator>
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		<category><![CDATA[processo formativo]]></category>

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		<description><![CDATA[Regina Favre e Coletivo do Laboratório do Processo Formativo, apresentação na Jornada Reichiana do Sedes, em outubro de 2011.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/Coletivo-do-Laboratorio-do-Processo-Formativo-e-Regina-Favre-sedes-out-11-ligia-jardim-78.jpg" rel="shadowbox[sbpost-1454];player=img;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1458" title="Coletivo do Laboratorio do Processo Formativo e Regina Favre sedes out 11 ligia jardim-78" src="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/Coletivo-do-Laboratorio-do-Processo-Formativo-e-Regina-Favre-sedes-out-11-ligia-jardim-78.jpg" alt="Coletivo Laboratório do Processo Formativo e Regina Favre, out 2011" width="640" height="427" /></a></p>
<p>Uma amostra de como o dispositivo do Laboratório atualmente funciona&#8230; no cultivo de conceitos e língua vivos&#8230; Mostramos, em vez descrever e explicar&#8230; <strong>como</strong> cultivamos&#8230; para profissionais que enfrentam o conflito corpo-linguagem em seus trabalhos.</p>
<p>Regina Favre e Coletivo do Laboratório do Processo Formativo, apresentação na Jornada Reichiana do Sedes, em outubro de 2011.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Grupo de pesquisa de dança formativa: consignas e formas dançantes</title>
		<link>http://laboratoriodoprocessoformativo.com/2011/09/grupo-de-pesquisa-de-danca-formativa-consignas-e-formas-dancantes/</link>
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		<pubDate>Thu, 29 Sep 2011 23:01:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Regina Favre</dc:creator>
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		<category><![CDATA[videos]]></category>
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		<category><![CDATA[educação]]></category>
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		<description><![CDATA[Uma amostra do que os participantes do Grupo de pesquisa de Dança Formativa produzem nos encontros]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Uma amostra do que os participantes do Grupo de pesquisa de Dança Formativa produzem nos encontros]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Uma conversa viva com Saulo e Regina: processo formativo e biologia molecular</title>
		<link>http://laboratoriodoprocessoformativo.com/2011/08/uma-conversa-viva-com-saulo-e-regina-processo-formativo-e-biologia-molecular/</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Aug 2011 17:08:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Regina Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[o que vai acontecer]]></category>
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		<category><![CDATA[ciência]]></category>
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		<description><![CDATA[Saulo e Regina convidam para mais uma conversa viva sobre o processo formativo e a biologia molecular]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/sauloregina6.jpg" rel="shadowbox[sbpost-1329];player=img;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1333" title="sauloregina6" src="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/sauloregina6.jpg" alt="conversa sobre ciência formativa junho de 2011" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Como se dá uma aula de <span style="color: #aa0005;"><strong>ciência formativa</strong></span>?</p>
<p>Uma aula é um <span style="color: #aa0005;"><strong>acontecimento vivo</strong></span>&#8230; antes de mais nada temos que organizar nossa forma do <span style="color: #aa0005;"><strong>PRESENTE</strong></span>, sintonizar com a excitação ambiental como uma experiência do estarmos vivos, <span style="color: #aa0005;"><strong>AQUI</strong></span>.</p>
<p>Como cada um, um corpo que pensa, sente, sonha, se postura, se emociona, organiza muscularmente o <span style="color: #aa0005;"><strong>ATO DE SE FAZER</strong></span> <strong><span style="color: #aa0005;">PRESENTE</span></strong>? A presença é um ato físico, anatômico.</p>
<p>As presenças têm sua intensidade que se chama <span style="color: #aa0005;"><strong>EXCITAÇÃO</strong></span>&#8230; que conecta os corpos e nos coloca no <span style="color: #aa0005;"><strong>acontecimento</strong></span>, como produzidos e produtores&#8230; compartilhando de um <span style="color: #aa0005;"><strong>comum</strong></span> &#8230; peixes em um aquário&#8230; <span style="color: #aa0005;"><strong>bebendo e babando</strong></span> linguagem, imagens, comportamentos, modos de conexão&#8230;</p>
<p>O <span style="color: #aa0005;"><strong>PRESENTE</strong></span> evidencia imediatamente um <strong><span style="color: #aa0005;">ANTES</span></strong> e um <span style="color: #aa0005;"><strong>DEPOIS</strong></span>&#8230; um devir, um deixando de ser, um se tornando &#8230; sempre formando algo que não existia antes, novas camadas do vivido, com tecidos, comportamentos&#8230; a partir do vivido&#8230;</p>
<p>O que estaremos <span style="color: #aa0005;"><strong>VIVENDO e FORMANDO</strong></span> nesse encontro? Alguma coisa certamente vai se imantar, vai se desorganizar, vai se apresentar, vai se selecionar&#8230; como se dá a seleção de novos elementos a serem incluídos no <strong><span style="color: #aa0005;">sujeito somático</span></strong>?</p>
<p>Ao contemplarmos esses acontecimentos com um <strong><span style="color: #aa0005;">olhar biológico</span></strong>, vemos que estamos dando prosseguimento a uma vida em particular&#8230; mas também formando e canalizando vida na biosfera e nos ambientes de que somos parte, local e geral&#8230; <strong><span style="color: #aa0005;">corpo canal</span></strong>, <span style="color: #aa0005;"><strong>corpo processador ambiental</strong></span>&#8230; esboçando sempre mais corpo&#8230; com comportamentos e imagens&#8230; mais corpo tecido com proteínas&#8230; epigeneticamente&#8230;.</p>
<p><span style="color: #000000;">Para nós, uma aula de biologia molecular faz sentido quando verdadeira e coerentemente nos colocamos de modo <span style="color: #aa0005;"><strong>QUÂNTICO</strong></span>&#8230; dentro&#8230; <span style="color: #aa0005;"><strong>contemplando e encarnando</strong></span> ao mesmo tempo esse processo poético e poiético , moldando-nos dentro das <strong><span style="color: #aa0005;">narrativas cientificas</span></strong>&#8230;</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/sauloregina14.jpg" rel="shadowbox[sbpost-1329];player=img;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1334" title="sauloregina14" src="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/sauloregina14.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a><strong></strong></p>
<ol>
<li>O pulso, a membrana e a célula&#8230; a antiguidade do pulso desde o Big Bang, a imantação do processo vivo,</li>
<li>O sistema de auto-produção: DNA, RNA, proteínas, a epigênese,</li>
<li>A produção de tecidos, as &#8220;driving forces&#8221;: divisão, movimentação e morte celulares,</li>
<li>As formas embriológicas, as camadas de tecidos, a construção e moldagem do corpo.</li>
</ol>
<p><a title="Agregando a linguagem das ciências à gramática da produção de corpos" href="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/2011/05/agregando-linguagem-das-ciencias-a-gramatica-da-producao-de-corpos/">Agregando a linguagem das ciências à gramática da produção de corpos</a><br />
<a title="Um corpo na multidão: do molecular ao vivido" href="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/2011/02/um-corpo-na-multidaodo-molecular-ao-vivido/">Um corpo na multidão</a></p>
<p>Data: 26 setembro, 2ª feira, às 20h</p>
<p>Local: Laboratório do Processo Formativo</p>
<p>R. Apinagés, 1100, cj 507, Perdizes</p>
<p>Valor: 20 reais</p>
<p>Inscrições: 11-3864-5785</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Uma intervenção formativa</title>
		<link>http://laboratoriodoprocessoformativo.com/2011/07/um-exemplo-de-intervencao-formativa/</link>
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		<pubDate>Thu, 14 Jul 2011 16:34:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Regina Favre</dc:creator>
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		<category><![CDATA[processo formativo]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
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		<item>
		<title>Agregando linguagem das ciências à gramática da produção de corpos</title>
		<link>http://laboratoriodoprocessoformativo.com/2011/05/agregando-linguagem-das-ciencias-a-gramatica-da-producao-de-corpos/</link>
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		<pubDate>Mon, 09 May 2011 14:39:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Regina Favre</dc:creator>
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		<category><![CDATA[processo formativo]]></category>

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		<description><![CDATA[Notas para uma conversa com Regina e Saulo na Jornada Reichiana 2010, no Instituto Sedes Sapientiae.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/DSC05523.jpg" rel="shadowbox[sbpost-1189];player=img;"><img class="aligncenter size-large wp-image-1223" title="saulo, bs1, encontro 4" src="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/DSC05523-1024x768.jpg" alt="saulo, bs1, encontro 4" width="620" height="465" /></a></p>
<blockquote><p>Saulo Cardoso, médico e terapeuta, é dos alunos mais antigos, década de 80, tempos do Ágora. Migrou para o campo do pensamento formativo kelemaniano  junto comigo, um gesto importante, na época, dentro da cena corporalista de São Paulo. Participou de todos os workshops de Keleman no Brasil, desde 93. Pesquisou finamente, com a Sandra Taiar, todo o material vídeo-gravado desses workshops e me acompanhou de perto desde os primeiros momentos em que fui moldando  o pensamento formativo de modo a fazê-lo caber numa caixa de ferramentas que lidasse com a produção de <a title="Um corpo na multidão: do molecular ao vivido" href="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/2010/05/um-agenciamento-conceitual-para-honrar-e-estimular-a-biodiversidade-subjetiva-um-modo-politico-de-ensinar-e-experimentar-a-anatomia-emocional-de-stanley-keleman/" target="_blank">corpo no contemporâneo</a>. Com o tempo, tornou-se um interlocutor e, há alguns anos, já,  estudamos juntos.</p>
<p>Ele é o continuador da pesquisa de Rogerio Sawaya que desbravou comigo, por mais de 10 anos, <a title="Regina e Rogério: fragmentos de uma conversa de 15 anos" href="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/2008/03/regina-e-rogerio-fragmentos-de-uma-conversa-de-15-anos/" target="_blank">as referências cientificas de  Keleman</a> no enquadre teórico-prático do corpo em sua elaboração filosófica. É muito bom poder confirmar como a maturação vincular se dirige para a colaboração. Essa maturação em suas camadas é o que  experimentamos em grupo, juntamente com a produção de corpo e conhecimento formativo, no dispositivo do Seminário Biodiversidade Subjetiva. Na primeira parte da  aprendizagem viva do <a title="Seminário de Biodiversidade Subjetiva" href="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/2010/11/seminario-de-biodiversidade-subjetiva-2011/" target="_blank">processo formativo em que se constitui o Seminário</a>, o Saulo está presente na função de consultor para os  elementos da biologia molecular de que necessitamos para começar o processo de estudo, corporificação e maturação de uma bomba pulsátil capaz de produzir diferença.</p>
<p>Estas &#8220;Notas para uma conversa&#8221; de &#8220;Agregando linguagem à gramática da produção de corpos&#8221; de Saulo foram elaboradas para ressoar juntamente com a minha produção &#8220;<a title="Um corpo na multidão: do molecular ao vivido" href="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/2011/02/um-corpo-na-multidaodo-molecular-ao-vivido/" target="_blank">Um corpo na multidão</a>&#8221; produzidas para a apresentação que fizemos  na Jornada Reich de 2010 do Instituto Sedes Sapientiae.</p></blockquote>
<p style="text-align: right;">Regina Favre, 2011</p>
<p style="text-align: left;">&nbsp;</p>
<p><object width='500' height='375'><param name='movie' value='http://www.videolog.tv/ajax/codigoPlayer.php?video_id=649210&#038;id_video=649210&#038;width=500&#038;height=375&#038;relacionados=N&#038;hd=N&#038;cor_fundo=cccccc&#038;cor_titulo=666666&#038;color1=666666&#038;color2=666666&#038;color3=cccccc&#038;slideshow=true&#038;config_url=&#038;swf=1' /><param name='flashvars' value='video_id=649210&#038;id_video=649210&#038;width=500&#038;height=375&#038;relacionados=N&#038;hd=N&#038;cor_fundo=cccccc&#038;cor_titulo=666666&#038;color1=666666&#038;color2=666666&#038;color3=cccccc&#038;slideshow=true&#038;config_url=&#038;' /><param name='allowScriptAccess' value='always' /><param name='allowFullScreen' value='true' /><param name='wmode' value='opaque' /><embed src="http://www.videolog.tv/ajax/codigoPlayer.php?video_id=649210&#038;id_video=649210&#038;width=500&#038;height=375&#038;relacionados=N&#038;hd=N&#038;cor_fundo=cccccc&#038;cor_titulo=666666&#038;color1=666666&#038;color2=666666&#038;color3=cccccc&#038;slideshow=true&#038;config_url=&#038;swf=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="500" height="375"></embed></object><br />
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<h2>Notas para uma conversa, por Saulo Cardoso</h2>
<h3>Agregando linguagem das ciências à gramática da produção de corpos.</h3>
<p><a href="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/DSC05500.jpg" rel="shadowbox[sbpost-1189];player=img;"><img class="aligncenter size-large wp-image-1202" title="regina e saulo, bs1, 2010" src="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/DSC05500-1024x768.jpg" alt="regina e saulo, bs1, 2010" width="620" height="465" /></a></p>
<p>O processo formativo: os conceitos de ciências físicas e biológicas, hoje, invocam em nós a experiência de sermos parte de uma realidade em contínua produção&#8230;</p>
<h3>&#8230; estas notas foram feitas para ser lidas com uma atitude contemplativa e não, cientificista&#8230;</h3>
<p>Em 1956, Erwin Schrödinger, cientista austríaco, fez perguntas como esta em seu livro &#8220;What is life?&#8221;: Como uma célula ovo pode se transformar num <span style="color: #aa0005;"><strong>corpo tridimensional</strong></span>?</p>
<p>A <span style="color: #aa0005;"><strong>decifração do genoma</strong></span>, em 1990, respondeu a esta pergunta e levou às descobertas de como um corpo se produz, continuamente, da fecundação à morte.</p>
<p><object width="620" height="374"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/0xvJ-NNuR6M?version=3"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/0xvJ-NNuR6M?version=3" type="application/x-shockwave-flash" width="620" height="374" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>As imagens e os textos abaixo estão colocados na perspectiva de uma <strong>biologia articulável </strong>ao pensamento formativo kelemaniano segundo o qual nossa vida é concebida como um <strong>processo ininterrupto</strong>, dentro da produção do universo, da biosfera e do social.</p>
<h2>O início do universo e da vida</h2>
<p>A teoria mais aceita da origem do universo é a do Big Bang</p>
<div id="attachment_1204" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/big_bang-721199.jpg" rel="shadowbox[sbpost-1189];player=img;"><img class="size-full wp-image-1204" title="big_bang" src="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/big_bang-721199.jpg" alt="big_bang" width="500" height="396" /></a><p class="wp-caption-text">O fluxo de energia radiante no início do universo.</p></div>
<p>No início havia muito calor e a velocidade do fluxo era imensa.</p>
<ul>
<li>Dá-se o nome de <span style="color: #aa0005;"><strong>PLASMA</strong></span>à mistura de partículas sub-atômicas em altas temperaturas e velocidades.</li>
<li>Quando essas partículas se movem, emitem <span style="color: #aa0005;"><span style="color: #000000;">energia na forma de </span><strong>LUZ</strong></span>.</li>
<li>LUZ é uma onda eletromagnética e tem dupla dimensão: <strong><span style="color: #aa0005;">onda e partícula</span></strong>(fótons)</li>
<li>A <span style="color: #aa0005;"><strong>POLARIDADE </strong></span>é a lei que governa a transformação de energia em outras formas de energia.</li>
</ul>
<p>A luz é polar. Quando partículas se movem, emitem energia na forma de luz.</p>
<p>O surgimento da matéria foi consequência do esfriamento do fluxo de energia, que gerou atração das partículas.</p>
<p>Esse não é apenas um evento primordial, é a base da realidade: a <span style="color: #aa0005;"><strong>contínua conversão de energia em matéria e matéria  em energia</strong></span>.</p>
<p>A matéria é uma agregação de energia</p>
<h3>O modelo da matéria é o átomo</h3>
<p>Um <span style="color: #aa0005;"><strong>átomo tem polaridade </strong></span>de forças elétricas: núcleo positivo e nuvens de elétrons negativos na periferia (<span style="color: #aa0005;"><strong>modelo atômico</strong></span>)</p>
<p>Um elétron pode mudar seu quantum de energia pela absorção de fótons de luz: assim o átomo muda de forma e de função.</p>
<h2>Polaridade da luz e da matéria</h2>
<p>A polaridade da energia cria um campo eletromagnético, um imã, um campo imantado.</p>
<p><a href="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/Como-atomos-emitem-luz.jpg" rel="shadowbox[sbpost-1189];player=img;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1205" title="Como atomos emitem luz" src="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/Como-atomos-emitem-luz.jpg" alt="Como atomos emitem luz" width="399" height="394" /></a></p>
<h2>A produção do processo vivo</h2>
<p>O fluxo de energia radiante é o criador da vida.</p>
<p>A <strong><span style="color: #aa0005;">agregação de mecanismos físico-químicos</span></strong>, com sua consequente <strong><span style="color: #aa0005;">seleção conectiva</span></strong>, pelo uso e função, gera sistemas auto-produtivos, auto-agentes e auto-regulatórios.</p>
<p><object width="620" height="490"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/f1dp7tSC3Wg?version=3"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/f1dp7tSC3Wg?version=3" type="application/x-shockwave-flash" width="620" height="490" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><strong><span style="color: #aa0005;">Processo de produção da vida</span>: a seleção do carbono e da água, moléculas conectivas.<br />
</strong></p>
<div id="attachment_1206" class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/carbono.jpg" rel="shadowbox[sbpost-1189];player=img;"><img class="size-large wp-image-1206" title="carbono" src="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/carbono-1024x332.jpg" alt="carbono" width="620" height="201" /></a><p class="wp-caption-text">Representações do átomo de Carbono</p></div>
<p style="text-align: center;">&nbsp;</p>
<p>O <span style="color: #aa0005;"><strong>átomo de carbono selecionou-se </strong></span>porque pode se ligar a quatro outros átomos de carbono, formando longas cadeias estáveis: açúcares, gorduras e proteínas.</p>
<div id="attachment_1207" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/molecula-de-água.jpg" rel="shadowbox[sbpost-1189];player=img;"><img class="size-full wp-image-1207" title="molecula de água" src="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/molecula-de-água.jpg" alt="molecula de água" width="300" height="236" /></a><p class="wp-caption-text">Representação da molécula da água</p></div>
<p style="text-align: center;">&nbsp;</p>
<p><strong>A água é a molécula da vida</strong> por suas propriedades inigualáveis:</p>
<ul>
<li>Coesão entre as moléculas</li>
<li>Flexibilidade</li>
<li>Ponto de ebulição alto (100º C)</li>
<li>Polaridade entre seus átomos componentes (sua molécula é um imã)</li>
</ul>
<p>Isso a torna o diluente universal da maioria das substâncias.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/WATER.gif" rel="shadowbox[sbpost-1189];player=img;"><img class="size-full wp-image-1208 aligncenter" title="água polarizada" src="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/WATER.gif" alt="água polarizada" width="203" height="207" /></a></p>
<p>O pólo positivo é o Hidrogênio. O pólo negativo é o Oxigênio.  As moléculas se associam através de pontes de Hidrogênio.</p>
<h2>A Luz, o Carbono e a Água: a fotossíntese</h2>
<p>A fotossíntese é uma agregação de processos físico-químicos.</p>
<div id="attachment_1210" class="wp-caption aligncenter" style="width: 599px"><a href="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/energetica01_03_fotossintese.jpg" rel="shadowbox[sbpost-1189];player=img;"><img class="size-full wp-image-1210" title="fotossintese" src="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/energetica01_03_fotossintese.jpg" alt="fotossintese" width="589" height="270" /></a><p class="wp-caption-text">A luz do sol incide sobre a terra e os vegetais a absorvem produzindo açúcar (glicose) a partir de gás carbônico (CO2) e água (H20).</p></div>
<p>Através de um processo físico-químico, é sintetizada a glicose, a principal fonte de energia do vivo.</p>
<h2><strong>ATP – Energia Viva<br />
</strong></h2>
<p>A respiração nas células é o transporte de elétrons de alta energia da glicose-fosfato para dentro da molécula de ATP.</p>
<p>Alguns elétrons da glicose ligados ao fósforo estão energizados com luz.</p>
<p>Os elétrons de alta energia são carreados dentro das células para serem armazenados em moléculas de adenosina trifosfato (ATP), o acumulador e processador de energia no corpo dos animais.</p>
<p><a href="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/respiração-celular.png" rel="shadowbox[sbpost-1189];player=img;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1212" title="respiração celular" src="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/respiração-celular.png" alt="respiração celular" width="600" height="450" /></a></p>
<h2>O plasma estruturado</h2>
<p>O vivo pode ser considerado um plasma imantado</p>
<p>A molécula da água é imantada bem como as substâncias dissolvidas nela também o são.</p>
<p>A célula é a estrutura do processo do vivo. Todos os componentes de um corpo estão nela.</p>
<p><span style="color: #aa0005;"><strong>A célula é a estrutura do vivo como o átomo é a estrutura da matéria</strong></span>.</p>
<p><a href="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/celulanimal3.jpg" rel="shadowbox[sbpost-1189];player=img;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1216" title="celulanimal3" src="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/celulanimal3.jpg" alt="célula animal" width="654" height="469" /></a></p>
<h2>Imantação do Vivo</h2>
<p>Polaridade da Membrana Plasmática</p>
<p><a href="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/canais-de-sodio.jpg" rel="shadowbox[sbpost-1189];player=img;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1217" title="polaridade da membrana" src="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/canais-de-sodio.jpg" alt="polaridade da membrana plasmática" width="396" height="151" /></a></p>
<h2>Auto-regulação de Si</h2>
<p>A membrana celular possui moléculas em sua superfície que regulam a forma das células.</p>
<p><a href="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/citoesqueleto.jpg" rel="shadowbox[sbpost-1189];player=img;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1220" title="citoesqueleto" src="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/citoesqueleto.jpg" alt="citoesqueleto" width="327" height="237" /></a></p>
<p>O citoesqueleto é o precursor micro do macro esqueleto. Ele está regulado pela membrana celular e é através dele que a célula de movimenta.</p>
<p><a href="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/fg_actin.gif" rel="shadowbox[sbpost-1189];player=img;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1221" title="actina e citoesqueleto" src="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/fg_actin.gif" alt="actina e citoesqueleto" width="355" height="256" /></a></p>
<h2>Comunicação e Gerência</h2>
<p>A membrana pode ser considerada como a precursora do sistema nervoso.</p>
<div id="attachment_1226" class="wp-caption aligncenter" style="width: 453px"><a href="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/membrana-plasmatica.gif" rel="shadowbox[sbpost-1189];player=img;"><img class="size-full wp-image-1226" title="membrana plasmatica" src="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/membrana-plasmatica.gif" alt="" width="443" height="314" /></a><p class="wp-caption-text">membrana</p></div>
<h2>Comunicação</h2>
<p>A membrana é o regulador de pulso celular.</p>
<p>Proteínas de membrana</p>
<p><a href="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/ion_channel.jpg" rel="shadowbox[sbpost-1189];player=img;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1225" title="ion_channel" src="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/ion_channel.jpg" alt="membrana plasmática" width="320" height="320" /></a></p>
<h2>O pulso genético</h2>
<p>O genoma são as moléculas de DNA localizadas no núcleo das células e que contém o código químico de produção de um corpo. O código é para a produção de moléculas de proteínas e, em consequência, de diferentes ambientes orgânicos, durante as diferentes fases do desenvolvimento</p>
<p><a href="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/6.jpg" rel="shadowbox[sbpost-1189];player=img;"><img class="aligncenter size-large wp-image-1251" title="código genético - " src="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/6-1024x511.jpg" alt="a quimica do codigo genetico" width="620" height="309" /></a>O código químico</p>
<h2>Epigênese</h2>
<p>É o processo de seleção da expressão de genes (gene expressa moléculas de proteínas) ao longo de uma vida. Os ambientes orgânicos são alterados por mecanismos de inibição e liberação de genes.</p>
<p><a href="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/12.jpg" rel="shadowbox[sbpost-1189];player=img;"><img class="aligncenter size-large wp-image-1252" title="a cascata de expressão dos genes" src="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/12-1024x897.jpg" alt="epigênse: a cascata de expressão dos genes" width="620" height="543" /></a>Cascatas de mecanismos de controle da expressão de genes</p>
<h2>As moléculas morforreguladoras</h2>
<p>As moléculas de adesão celular (CAMs-proteínas) são as que regulam a forma e os ambientes internos  das células</p>
<p><a href="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/cam.jpg" rel="shadowbox[sbpost-1189];player=img;"><img class="aligncenter size-large wp-image-1249" title="CAM proteínas" src="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/cam-859x1024.jpg" alt="CAM proteínas" width="620" height="739" /></a></p>
<p>As moléculas de adesão da matriz extracelular (SAMs-proteínas), regulam a forma e influenciam o ambiente interno das células.</p>
<p><a href="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/14.jpg" rel="shadowbox[sbpost-1189];player=img;"><img class="aligncenter size-large wp-image-1254" title="SAM " src="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/14-566x1024.jpg" alt="SAM" width="566" height="1024" /></a></p>
<h2>Da escala micro a macro</h2>
<h2>Do genótipo ao fenótipo</h2>
<p><strong>Cromossomas</strong></p>
<p><a href="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/CROMOSSOMOS.jpg" rel="shadowbox[sbpost-1189];player=img;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1229" title="cromossomos" src="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/CROMOSSOMOS.jpg" alt="cromossomos" width="450" height="352" /></a></p>
<p><span style="color: #aa0005;"><strong>A expressão seletiva de genes</strong></span></p>
<p>O plano corporal de uma mosca das frutas (drosófila) é regulado pelos mesmos genes que regulam  a produção de um plano de corpo de um mamífero, inclusive o corpo humano</p>
<p><a href="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/17.jpg" rel="shadowbox[sbpost-1189];player=img;"><img class="aligncenter size-large wp-image-1256" title="expressão seletiva de genes" src="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/17-619x1024.jpg" alt="expressão seletiva de genes" width="619" height="1024" /></a></p>
<h2>O Fenótipo</h2>
<p>O fenótipo como resultado da conjunção de forças genéticas, de agregação de mecanismos físico-químicos e de seleção conectiva (vínculo).</p>
<div id="attachment_1231" class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/172.jpg" rel="shadowbox[sbpost-1189];player=img;"><img class="size-large wp-image-1231" title="172, bs1 encontro 6" src="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/172-1024x768.jpg" alt="bs1, encontro 6" width="620" height="465" /></a><p class="wp-caption-text">Fenótipo é a forma de cada um</p></div>
<h2>Do micro comportamento</h2>
<p>Uma célula (ameba)</p>
<p><a href="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/ameba_jpg.jpg" rel="shadowbox[sbpost-1189];player=img;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1232" title="ameba" src="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/ameba_jpg.jpg" alt="ameba" width="500" height="413" /></a></p>
<h2>Ao macro-comportamento</h2>
<p>Comportamentos complexos como uma relação afetiva</p>
<p><a href="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/cenasdeumcasamento.jpg" rel="shadowbox[sbpost-1189];player=img;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1233" title="cenasdeumcasamento" src="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/cenasdeumcasamento.jpg" alt="Cenas de um Casamento, Bergman" width="280" height="144" /></a></p>
<h2>A produção das formas</h2>
<p>Processo produção de um corpo (metamorfose)</p>
<div id="attachment_1253" class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/2.jpg" rel="shadowbox[sbpost-1189];player=img;"><img class="size-large wp-image-1253" title="embrião rã" src="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/2-762x1024.jpg" alt="embrião rã" width="620" height="833" /></a><p class="wp-caption-text">as formas de um embrião de rã</p></div>
<p><span style="color: #aa0005;"><strong>A formação do tubo neural: </strong></span>o movimento do vivo sobre si mesmo</p>
<div id="attachment_1257" class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><a href="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/18.jpg" rel="shadowbox[sbpost-1189];player=img;"><img class="size-large wp-image-1257" title="tubo neural em formação" src="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/18-808x1024.jpg" alt="as dobras de tecido formam o tubo neural" width="620" height="785" /></a><p class="wp-caption-text">É um movimento que cria dobras</p></div>
<h2>Forma e Função</h2>
<p>As proteínas são as moléculas inteligentes do vivo. Elas mudam de forma e sua função também muda</p>
<p><span style="color: #aa0005;"><strong>Uma anatomia polivalente<br />
</strong></span></p>
<p><span style="color: #aa0005;"><strong>Forma: função</strong></span></p>
<p><strong><a href="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/proteinas.png" rel="shadowbox[sbpost-1189];player=img;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1260" title="proteinas" src="http://laboratoriodoprocessoformativo.com/wp-content/uploads/proteinas.png" alt="cada proteína tem uma forma diferente, de acordo com sua função" width="510" height="367" /></a><br />
</strong></p>
<p><object width="620" height="490"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/NJxobgkPEAo?version=3"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/NJxobgkPEAo?version=3" type="application/x-shockwave-flash" width="620" height="490" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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